Fique de Olho! Boas opções do futebol argentino para reforçar a sua equipe

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Em busca de reforços para a próxima temporada, clubes brasileiros recorrem aos países vizinhos para fortalecer às suas equipes. O futebol argentino é um dos principais foco dos dirigentes do nosso país, visto que, alguns jogadores oferecem recursos técnicos, táticos e facilitam a negociação devido à visibilidade e fácil adaptação ao futebol brasileiro.

A sua equipe ainda está em busca de reforços? Então, não perca a oportunidade de analisar alguns atletas que atuam no futebol argentino. Por posições, destaques para atletas com muito potencial, de fácil negociação ou com possíveis saídas por empréstimos.

Goleiros

Iniciando com um destaque, Juan Musso é um goleiro jovem de 24 anos, atualmente no Racing Club. Titular da equipe de Eduardo Coudet, Musso dificilmente sairia para qualquer outra equipe do futebol sul-americano, porém, a depender da proposta e da visibilidade – principalmente clubes que disputarão a próxima edição da Libertadores – poderiam conseguir uma negociação com o atleta.

No ano de 2017, vestindo a camisa de titular do Racing, foram 17 partidas (cinco pela Sul-Americana) e Musso esteve como um dos destaques do elenco, com excelentes intervenções em um Racing que tivera muitas dificuldades na temporada, desde a saída de Gustavo Bou ao retorno de Diego Cocca, que não conseguira encontrar uma equipe ideal. O goleiro Juan Musso, segundo a transfermarkt, tem valor de mercado em torno de 400 mil euros, aproximadamente, 1,6 milhões de reais. Bom posicionamento, boa saída de gol, agilidade e estatura, Juan Musso seria, sem dúvidas, uma excelente opção para os grandes clubes do futebol brasileiro, com expectativas para ser o  futuro goleiro da seleção argentina.

Outras opções de goleiros: Augusto Batalla (River Plate), Fernando Monetti (Lanús) e Facundo Altamirano (Banfield), todos com facilidade de negociação, os dois primeiros podem sair por empréstimo.

Laterais

Gino Peruzzi, lateral-direito de 25 anos, com passagens por Vélez, Catania-ITA e seleção Argentina, atualmente atleta do Boca Juniors. Peruzzi é um lateral com boas virtudes, pode jogar de volante pelo setor, bom nos cruzamentos e marcação.

Sem espaço no Boca Juniors, além da concorrência com Leonardo Jara, o clube acaba de contratar Julio Buffarini, lateral que estava no São Paulo. Peruzzi ficou conhecido no Brasil como ‘o jogador que parou o Neymar’, atuando pelo Vélez Sarsfield na Copa Libertadores de 2012. O jogador tem valor de mercado fixado em 3,5 milhões de euros, em torno de R$ 14 milhões, porém pode sair por valores abaixo deste montante, até mesmo por empréstimo, visto que, o Boca Juniors pretende negociar o atleta.

 

Gonzalo Piovi, lateral-esquerdo de 23 anos, atualmente no Argentinos Juniors é a melhor opção para o setor. Jovem, com excelentes atributos, bom nos fundamentos principais que requer um lateral, torna-se excelente alternativa para os clubes do futebol brasileiro que precisam reforçar pelo flanco esquerdo.

Piovi, segundo a transfermarkt, tem valor de mercado em torno de 500 mil euros, aproximadamente, 2 milhões de reais.

Outras opções de laterais: Víctor Salazar (San Lorenzo), Gonzalo Bettini (Banfield), José Luís Gómez (Lanús), Franco Bustos e Nicolás Tagliafico (Independiente), Maximiliano Velázquez (Livre), Fernando Evangelista (Boca Juniors) Leonardo Godoy e Lucas Olaza (Talleres), são opções, com diferentes valores de mercado, para as laterais.

Zagueiros

Germán Conti, zagueiro de 23 anos, atualmente no Colón de Santa Fé. Apesar da pouca idade, o jogador tem mais de 100 jogos oficiais com a camisa do Colón, clube pelo qual foi revelado. Conti, desejo de alguns clubes do futebol brasileiro, tem valor de mercado fixado em 3,5 milhões de euros, aproximadamente, R$ 14 milhões.

 

Alexander Barboza é um zagueiro canhoto de 22 anos, com boa estatura e posicionamento, atualmente no River Plate. Com passagens por Atletico de Rafaela e Defensa y Justicia – presente naquela equipe que eliminou o São Paulo na Copa Sul-Americana  Barboza é uma boa e barata opção para a defesa, visto que, o jogador pode sair por empréstimo do River Plate, que conta no elenco com nomes mais experimentados, como Jonathan Maidana e Javier Pinola, além da jovem promessa, Martínez Quarta. Barboza, segundo a transfermarkt, tem valor de mercado de 4 milhões de euros, aproximadamente, R$ 16 milhões. Como chegaria por empréstimo, o clube interessado pode ficar a cargo apenas dos valores salariais do atleta.

Outras opções de zagueiros: Jorge Rodríguez (Banfield), Emiliano Amor (Vélez Sarsfield), Manuel Guanini (Gimnasia LP), Juan Insaurralde e Santiago Vergini (Boca Juniors), Juan Komar (Talleres), Facundo Monteseirin e Marcelo Herrera (Lanús), são opções, com diferentes valores de mercado, para o centro da defesa.

Volantes

Iván Marcone, volante de 27 anos, atualmente no Lanús, vice-campeão da Libertadores, boa opção para atuar tanto como primeiro ou segundo volante de uma equipe. Com qualidade no passe – um dos atletas que mais acertou no fundamento na Libertadores 2017 – Marcone tem capacidade para ditar o ritmo de jogo de uma equipe desde a saída de bola. É um jogador que tem valor de mercado fixado em 3 milhões de euros, aproximadamente, 12 milhões de reais, apesar de sua vontade em migrar do Lanús pode facilitar na negociação.

 

Eric Remedi é um volante de 22 anos, atualmente no Banfield. É um volante com muita qualidade na marcação que também sabe sair jogando com a bola nos pés, chega bem ao ataque e gosta de finalizar de fora da área. Chama a atenção de alguns clubes da Argentina, entre eles o Racing, e tem valor de mercado fixado em 1 milhão de euros, aproximadamente, R$ 4 milhões.

Outras opções de volantes: Mauricio Martínez (Rosário Central), Andrés Cubas (Boca Juniors), Facundo Quignón (San Lorenzo), Nicolás Aguirre (Lanús) e Iván Rossi (River Plate) são opções, com diferentes valores de mercado, para a função de volante.

Meio-campistas

Emanuel Reynoso, é um meio-campista de 22 anos e atualmente se encontra no Talleres. Jovem, canhoto e talentoso, Reynoso é uma das promessas do futebol argentino que desperta interesses de River Plate e Boca Juniors. O jogador atua em uma faixa de campo e tem um estilo de jogo semelhante a Riquelme, entretanto, a sua qualidade técnica se concentra na perna esquerda. Emanuel Reynoso, segundo a transfermarkt, tem valor de mercado de 4 milhões de euros, aproximadamente, R$ 16 milhões.

 

Uma boa e barata opção para o meio de campo, com qualidade técnica para ditar o jogo no setor é o Lucas Ezequiel Piovi, meio-campista de 25 anos, atualmente no Almagro da Nacional B do futebol argentino.

Outras opções de meio-campistas: Román Martínez (Lanús), Federico Carrizo (Rosário Central), Maximiliano Meza (Independiente), Gabriel Gudiño (San Lorenzo), Gonzalo Maroni e Nicolás Colazo (Boca Juniors), Gervásio Nuñez e David Barbona (Atletico Tucuman) e Federico Zaracho (Racing) são opções, com diferentes valores de mercado, para as funções do meio de campo.

Atacantes

Para o setor ofensivo, seja atleta de lado de campo ou o legítimo centroavante, no futebol argentino também sobram boas opções para aqueles clubes que buscam reforçar no ataque.

Ignacio Pussetto é um atacante de 22 anos que atua pelos lados do campo, atualmente no Huracán. Revelado pelo Atletico Rafaela, Pussetto desempenha função de ‘ponta-direita’, apesar da qualidade de chegada para marcar gols. Velocidade, qualidade técnica, habilidade e agilidade são algumas das características deste jovem jogador que, segundo a transfermarkt, está avaliado em 3 milhões de euros (R$ 12 milhões).

 

Braian Romero é outro destaque para o setor ofensivo, atualmente atacante do Argentinos Juniors. Com 26 anos, Romero passou pelo Colón, mas começou a se destacar quando vestiu a camisa dos ‘bichos’. Agilidade e precisão na finalização são características deste atacante que chama atenção dos grandes clubes da Argentina. Segundo a transfermarkt, Romero tem um valor de mercado de 1,3 milhões de euros, aproximadamente, 5 milhões de reais.

 

Walter Bou é um atacante de 24 anos e atualmente se encontra no Boca Juniors. Com passagem e destaque no Gimnasia LP, Bou não conseguiu desempenhar o mesmo futebol com a camisa do Boca, visto que, encontrou a Benedetto, titular e artilheiro do clube, em uma excelente fase. Com a chegada de Ramon Ábila e possível regresso de Carlos Tévez, Walter Bou perderá ainda mais espaço no Boca. Com isso, o clube busca uma negociação para o atleta que, segundo a transfermarkt, tem valor de mercado fixado em 4 milhões de euros, aproximadamente, R$ 16 milhões, porém poderia sair até por empréstimo do clube ‘xeneize’.

 

Matías Vargas é um jovem atacante de 20 anos que pertence ao Vélez Sarsfield. Nomeado como o melhor jovem do clube, Vargas é uma das principais estrelas do Vélez Sarsfield, que lapida e trata com carinho para uma futura venda. O jogador tem valor de mercado fixado em 2,5 milhões de euros, aproximadamente, 10 milhões de reais.

Leia também: De olho nos argentinos! Quem pode incomodar na Libertadores 2018?

Outras opções para o ataque: Leandro Fernández  e Lucas Albertengo (Independiente), Marco Rúben e Fernando Zampedri (Rosário Central), Enrique Triverio e Pablo Cuadra (Racing), Cristian Guanca (Colón), Lautaro Acosta (Lanús), Jonathan Menéndez (Talleres), Carlos Auzqui (River Plate), Ezequiel Cerutti e Tomas Conechny (San Lorenzo) são opções, com diferentes valores de mercado, para qualificar o setor ofensivo.

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De olho nos argentinos! Quem pode incomodar na Libertadores 2018?

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De olho no sorteio dos grupos da Libertadores 2018, os clubes argentinos se preparam em busca de voltar a faturar a competição mais importante do continente. Boca Juniors, River Plate e Independiente, os principais candidatos. Racing, Estudiantes LP, Banfield e Atlético Tucuman ‘correm por fora’ e completam a lista dos argentinos que estarão na edição de 2018.

Os dois grandes rivais da capital Buenos Aires, os de maiores torcidas no país, talvez, com os melhores elenco, Boca e River sempre chegam como favoritos em qualquer competição que vier a disputar. Na Libertadores de 2018 não deve ser diferente, aliados aos rivais de Avellaneda que também chegarão fortes para a competição, destaque para a qualidade do elenco no Independiente, culminada com a conquista da Copa Sul-Americana.

Além destes – e do próprio Racing que pode incomodar –, chegam também: o tradicional Estudiantes de La Plata, detentor de quatro conquistas de Libertadores, ao lado do Banfield, equipe com um ‘mix’ de experientes e jovens jogadores no elenco e o Atlético Tucumán, o clube de menor investimento e clamor entre os representantes argentinos.

Os candidatos: Boca Juniors, River Plate e Independiente

O Boca Juniors, um dos maiores representantes do futebol argentino e talvez, do continente americano, voltará a disputar uma Libertadores após a eliminação no ano de 2016, na semifinal, para o Independente del Valle e ter ficado de fora da competição no ano de 2017.

Em busca de voltar a conquistar a América, o que não acontece desde 2007, o Boca Juniors aponta todo o foco para a competição internacional. Daniel Angelici, presidente do clube, prioriza a competição em busca de um título que virou ‘obsessão’ para os torcedores.

Por outro lado, em vista também da rivalidade acesa com os ‘xeneizes’, o River Plate busca chegar forte para a Libertadores do ano que se aproxima. Após ter caído na semifinal para o Lanús, a equipe de Gallardo pensa em reforçar o elenco para voltar a conquistar a principal competição do continente e, definitivamente, se aproximar das seis conquistas do rival Boca Juniors e das sete do Independiente.

O Independiente, por sinal, além dos sete títulos de Libertadores, tornou-se também a equipe que mais conquistou a Copa Sul-Americana, ao lado do Boca Juniors. Apesar do anúncio da saída do técnico Ariel Holan, o ‘rojo’ ainda conta com um plantel de qualidade e pensa em trazer um técnico que mantenha as características de jogo da equipe dirigida por Holan, que acabara de bater o Flamengo na final da Copa Sul-Americana.

Boca, River, Independiente e a montagem dos respectivos elencos

Com Guillermo Barros Schelotto sob comando técnico da equipe, atual campeão argentino e acostumado a ganhar Libertadores quando jogador, o Boca Juniors conta com um plantel forte para o torneio. Apesar disto, Schelotto e Angelici se reúnem para discutir os possíveis reforços do clube visando a Libertadores 2018.

Para reforçar o elenco, que conta com alguns atletas experientes – a exemplos de Gago, Goltz, Insaurralde e Pablo Pérez – e em vista das baixas sofridas por lesões, Angelici começou a trabalhar ainda neste ano, quando contratou junto ao Cruzeiro o centroavante Ramón Ábila, desejo mútuo entre presidente e atleta. Outro que deverá regressar ao clube é o atacante Carlos Tévez, apesar da dificuldade de negociação com os chineses, o clube acredita que a vontade do jogador em voltar para às suas origens possa viabilizar a transferência.

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Os possíveis reforços do Boca Juniors para a Libertadores 2018 (Foto: Diario Olé)

Além dos atacantes citados, Angelici e Schelotto acordaram em reunião reforçar as duas laterais, a chegada de mais um zagueiro, um volante e um atacante que possa atuar pelos lados do campo. Então, o Boca Juniors começa a negociar com os laterais Julio Buffarini e Emanuel Más, campeões da Libertadores com o San Lorenzo em 2014, os zagueiros Lisandro López e Gustavo Gómez, forte desejo de Schelotto, além do volante Walter Montoya e do meia Nicolás Gaitán.

Em negociações avançadas com alguns dos citados acima, pode-se pensar em um Boca Juniors com uma equipe muito próxima de Agustín Rossi; Julio Buffarini, Paolo Goltz, Gustavo Gómez, Emanuel Más (Frank Fabra); Walter Montoya, Wilmar Barríos, Fernando Gago; Cristian Pavón, Carlos Tévez (Ábila ou Benedetto) e Nicolás Gaitán (Cardona).

O River Plate confirmou ao final desta temporada que Marcelo Gallardo segue como técnico da equipe e estão no mercado para captar reforços pontuais às necessidades do elenco. A prioridade é por um goleiro com experiência que chegue para assumir uma posição sentida pelo clube desde a saída de Barovero. Além de um meia de criação, um volante e dois homens para o setor de ataque.

Para defender a meta da equipe ‘millonária’, Gallardo pensa no experiente Franco Armani, atualmente no Atlético Nacional, clube que acabara de contratar Jorge Almirón para o comando técnico e tentará voltar a ser forte na Copa Libertadores. Para o setor do meio de campo, a ideia é um atleta para oferecer competitividade a Leo Ponzio, primeiro volante da equipe. Para a função, Damian Musto, com pouco espaço no Xolos Tijuana-MEX é a opção de Gallardo.

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Os listados para reforçar o River Plate na Libertadores 2018 (Foto: Diario Olé)

O River Plate também pensa em reforçar o setor ofensivo e, para tal, busca a contratação do meia Lucas Zelarayán, atualmente no Tigres-MEX, além dos atacantes Silvio Romero e Lucas Pratto. Pratto que, segundo a ‘transfermarkt’, está avaliado em 5,5 milhões de dólares. O presidente do River, Rodolfo D’Onofrio prepara uma oferta record pelo atacante do tricolor paulista, na Argentina fala-se em proposta de 10 milhões de dólares. Se firmar, pode-se ver um River Plate formado por Franco Armani; Jorge Moreira, Martínez Quarta (Maidana), Javier Pinola, Marcelo Saracchi; Leonardo Ponzio, Enzo Pérez, Ignacio Fernández; ‘Pity’ Martínez, Lucas Zelarayán e Lucas Pratto (Scocco).

O Independiente não contará com o técnico campeão da Sul-Americana para a disputa da Copa Libertadores. Ariel Holan resolveu deixar o clube, após um desentendimento e ameaças sofridas de alguns integrantes da ‘barra brava’ dos rojos. Para o seu lugar no cargo, a dirigência prioriza Matías Almeyda, atual técnico do Chivas-MEX. As alternativas são Pablo Guede e Eduardo Domínguez.

Além do técnico, o Independiente pode perder também algumas peças importantes do elenco, por exemplo, o capitão Nicolás Tagliafico e o destaque Ezequiel Barco, ambos com propostas de equipes europeias. Tagliafico pode ir para o Ajax-HOL, enquanto Barco, apesar da proposta do Atlanta da MLS, pode ser jogador do Atlético de Madri, desejado por Simeone.

Após definir essas situações que o ‘rojo’ pensará nos reforços para a Libertadores 2018, apesar da qualidade e a base que tem do plantel, o Independiente com dinheiro em caixa das possíveis vendas de Tagliafico e Barco, que deve ficar mais seis meses para jogar a Libertadores, pode ir ao mercado para contratar reforços. Por enquanto, o principal reforço para a temporada que se aproxima é a volta do jovem promissor Nicolás Figal.

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Independiente manterá a base campeã da Sul-Americana para a Libertadores 2018 (Foto: clubaindependiente.com.ar)

A provável equipe do Independiente visando a Libertadores 2018 pode ter Martín Campaña; Fabrício Bustos, Alan Franco, Amorebieta, Gastón Silva; Sanchéz Miño, Diego Rodríguez, Maximiliano Meza; Martín Benítez, Ezequiel Barco (Pizzini) e Emanuel Gigliotti (Fernández).

Estudiantes, Racing, Banfield e Atlético Tucumán completam a lista dos argentinos presentes na Libertadores 2018

Apesar dos destaques fixados em Boca Juniors, River Plate e Independiente, outras equipes da Argentina podem incomodar na Libertadores 2018. Estudiantes LP, por exemplo, com quatro conquistas da competição tem uma tradição a ser respeitada. Mesmo com um plantel menos qualificado do que os citados acima, o Estudiantes conta com o destaque do jovem meia Lucas Rodríguez. Em fase de reestruturação do elenco, ‘los pinchas’ chegam a Libertadores com algo próximo de Mariano Andjúar; Facundo Sanchéz, Jonathan Schunke, Leandro Desábato, Gaston Campi; Ruiz Díaz, Fernando Zuqui (Gómez), Rodrigo Braña, Lucas Rodríguez; Lucas Melano (Fernández) e Mariano Pavone.

Outra equipe de muita tradição na Argentina, mas que também vive processo de reestruturação do plantel é o Racing. Com a chegada do técnico Eduardo Coudet e do retorno de Diego Milito, desta vez para desempenhar o papel de Manager da equipe, ‘la academia’ conta com a permanência do seu principal destaque: Lautaro Martínez.

Em busca de reforços, Coudet prioriza as chegadas de Alejandro Donatti, Damián Musto, Ignacio Malcorra, Facundo Barboza e Braian Rivero. Se chegar os reforços, pode-se pensar em um Racing formado por Juan Musso; Iván Pillud (Saraiva), Sergio Vittor, Alejandro Donatti (Barbieri ou Torsiglieri), Alexis Soto; Augusto Solari, Diego González, Andrés Iberguen, Facundo Barboza (Zaracho); Lautaro Martínez (Cuadra) e Lisandro López (Triverio).

Por fim, Banfield e Atlético Tucumán são os argentinos que chegam com menos holofotes, apesar da organização de suas equipes. O Banfield, dirigido por Julio Falcioni, vice-campeão da Libertadores em 2012, manteve o seu principal destaque Dario Cvitanich e conta com uma equipe de qualidade que mescla experiência e juventude. Falcioni está interessado em contar com Juan Insaurralde para aumentar o nível de experiência na defesa. O Banfield pode chegar com Facundo Altamirano; Gonzalo Bettini, Jorge Rodríguez, Juan Insaurralde, Adrián Sporle; Mauricio Sperdutti, Eric Remedi, Jesus Dátolo, Nicolás Bertolo; Pablo Mouche e Darío Cvitanich.

Enquanto o Atlético Tucumán, que se classificou para a Libertadores 2018 após o vice-campeonato da Copa Argentina, conta como destaque com o experiente atacante Luís Rodríguez. A principal busca para a Libertadores é o goleiro do River Plate, Augusto Batalla. Assim, pensa em um Atlético Tucumán com Augusto Batalla; Guillermo Acosta, Yonathan Cabral, Rafael Garcia, Cristian Villagra; David Barbona, Rodrigo Aliendro, Francisco Grahl, Gervásio Nuñez; Luis Rodríguez e Fabio Alvarez.

A Libertadores 2018 contará com sete equipes da Argentina, sendo River Plate e Boca Juniors ‘cabeças de chave’ para o sorteio. Independiente, Estudiantes, Racing e Atlético Tucumán estão garantidos na fase de grupos da competição. O Banfield irá disputar a fase eliminatória para buscar chegar aos grupos, visto que, foi o quinto colocado do Campeonato Argentino 2016/2017.

Opinião: O Grêmio pode bater o Real, mas não é superior!

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O Grêmio pode ganhar do Real Madrid? Pode, é futebol! Mas tecnicamente o Real Madrid é superior à equipe de Renato Gaúcho. O Grêmio não conta com um dos seus destaques, o garoto Arthur, enquanto que o time torna-se muito dependente de Luan no setor ofensivo.

Se Luan for bem marcado, como foi diante dos mexicanos,  – e aí pode soar como um “jogo teste” para está na seleção brasileira – onde dois dos potenciais jogadores que formarão a lista dos 23 convocados, estarão se enfrentando, em uma partida dessa magnitude. Com certeza, o volante Casemiro vai querer se valer de uma boa atuação sobre o meia do Grêmio. Para Luan, é a chance de mostrar que definitivamente está pronto para atuar e brilhar em alguma equipe do velho continente.

Enquanto que, tecnicamente, Isco já se mostrou ao conquistar ‘vaga cativa’ no time de Zidane e ter realizado uma UEFA Champions League de altíssima qualidade, coroando com o título da competição.

O técnico Renato Gaúcho pode está jogando contra a equipe gremista. Talvez, o seu egocentrismo de enfatizar que foi melhor do que Cristiano Ronaldo e afrontar o atacante do Real Madrid, em horas de decisões, não parece ser uma boa alternativa. Cristiano Ronaldo prometeu responder dentro de campo.

É você afrontar e poder alimentar ainda mais a obsessão do gajo por títulos, por fazer história! E quando o português está inspirado e com aquela sua característica vontade de ganhar sempre em campo, geralmente, não tem sido bem quisto pelos adversários.

Se o Real Madrid quiser e jogar a bola que o fez na temporada ao conquistar a UEFA Champions League, nenhuma equipe do futebol sul-americano teria condições de bater. Mas, repito, é futebol…

Com méritos, Independiente conquista mais um título no Maracanã

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O Independiente volta a conquistar um título no Maracanã, assim como na Recopa em 1995, diante do Flamengo. Agora, os ‘rojos’ conquistam a Copa Sul-Americana com méritos e futebol bem jogado dentro das quatro linhas.

A meritocracia do Independiente de Ariel Holan

Comandado por Ariel Holan, técnico que também é torcedor do clube, inclusive sócio, chegou para dirigir o Independiente após um excelente trabalho no Defensa y Justicia, priorizando um elenco relativamente curto para os padrões atuais (trabalha no máximo com 22 jogadores), contudo, busca rotacionar e movimentar bem o plantel.

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Ariel Holan, fundamental na reestruturação no futebol do Independiente (Fonte: clubaindependiente.com)

O Independiente de Holan é tático! Uma equipe que consegue aliar essa inteligência tática com à qualidade técnica de alguns dos seus jogadores. Além disso, Holan conseguiu revitalizar a carreira de alguns atletas experientes, por exemplo, Gigliotti, Sanchez Miño e Juan Manuel Martínez.

Ao formar um elenco com alguns jogadores de ‘jerarquía’, (termo utilizado na Argentina para os mais experientes) aliando à técnica de alguns jovens do elenco, como Barco e Meza, o técnico Ariel Holan conseguiu definir um padrão de jogo para o Independiente, que atua ao melhor estilo argentino: troca de passes com dinamismo, ritmo veloz e qualidade técnica, jogadores baixinhos ‘bons de bola’, além de uma defesa relativamente frágil no jogo aéreo.

O Independiente é a equipe que mais acertou passes na Copa Sul-Americana e, por conta disso, lidera com os jogadores que mais acertaram no fundamento. Fabrício Bustos, volante de origem, mas que desempenha – e muito bem, obrigado – a posição de lateral-direito é o líder do quesito na competição.

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Ranking de melhores passadores da Sul-Americana (Fonte: Footstats)

O time de Holan conta com laterais, Bustos e Tagliafico, que talvez sejam os melhores dessa nova safra do futebol argentino, não à toa, observados por Sampaoli, poderão vestir a camisa da seleção Argentina na Copa da Rússia em 2018.

Vale destacar que apesar da jovem defesa do Independiente, Bustos e Franco (21 anos), e Tagliafico (25), o rojo conta com os experientes Amorebieta (32) e Campaña (28) na composição e equilíbrio da defesa desta equipe vencedora da competição. Com experiência também nos volantes do elenco, destaques para Rodríguez (28), Domingo (32) e Erviti (37).

No meio de campo, Holan busca um mix de velocidade e técnica com jovens como Meza, Benítez e Barco, jogador de 18 anos, principal destaque desta equipe argentina. Com esses três garotos no meio de campo, o Independiente consegue gerar dinamismo tático (os três atuam em mais de uma posição), ter técnica e qualidade ofensiva para incomodar aos adversários. Sanchéz Miño, que também joga em todas as faixas do meio de campo, tornou-se praticamente o seu 12º jogador.

Para compor o setor de ataque, o Independiente conta com a experiência e o oportunismo de Emmanuel Gigliotti, por mais que as vezes lhes falte técnica, consegue suprir com virtudes tipo fazer o pivô para os ‘pibes’ que chegam de trás, trombar e segurar a defesa adversária, além da principal função de marcar gols (fez dois contra o Libertad-PAR e garantiu classificação para a Final).

Ter um bom centroavante é fundamental para uma equipe que almeja conquistar o título de alguma competição, mas contar com dois artilheiros é uma honra para poucos clubes da América do Sul. Além de Gigliotti, o atacante Leandro Fernández com menor porte físico, porém não menos goleador (ambos com quatro gols na competição), alterna a posição de ‘9’ com o ‘Puma’. Lucas Albertengo, assim como Juan Martínez são opções de atacantes para o lado do campo.

Além de ser a equipe que mais troca passes da Sul-Americana, o Independiente também é a equipe que mais acerta finalizações. Foram 64 ao total, sendo que, 49 dessas finalizações partiram de dentro da área adversária, o que reflete em infiltrações com base na troca de passes para os jogadores do lado de campo pisar na área e tentar surpreender o sistema defensivo.

Análise das partidas decisivas diante do Flamengo

Assim foi o estilo de jogo na série final diante do Flamengo. O Independiente pelos flancos, principalmente com Barco, destaque da decisão, causava transtornos para a defesa do Flamengo, que passou dificuldades de marcação com os seus laterais, sobrecarregados pela pouca cobertura defensiva dos homens mais avançados.

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Ezequiel Barco, destaque da conquista do Independiente (Foto: clubaindependiente.com)

A alternativa do Flamengo, com os seus principais jogadores ‘encaixotados’ na marcação do Independiente, passou a ser às bolas alçadas, vide a dificuldade de marcação da defesa argentina nesses tipos de jogadas. Através dos chuveirinhos na área, o Flamengo conseguiu marcar os seus dois gols nas partidas decisivas, oferecendo sobrevida aos brasileiros diante da qualidade técnica e estilo de jogo rápido dos argentinos.

A equipe de Holan, no geral das duas partidas, realmente parecia mais organizada dentro de campo, diante de um Flamengo comandado há pouco tempo por Rueda, com dificuldades de reverter a situação do jogo ao olhar para o banco de reservas e ter que apostar nos garotos da base, com poucos minutos jogados na temporada, para suprir a escassez ofensiva de Diego e Éverton Ribeiro.

Enquanto que a garotada do Independiente parecia saber a cada minuto o que fazer para agradar ao seu treinador, com e sem a bola nos pés. Tiveram maturidade para não se desesperar e virar o jogo em Avellaneda, além de saber se defender, anular peças importantes do Flamengo e suportar toda a pressão da torcida diante de uma Maracanã lotado e, por fim, garantir vaga na Recopa, Copa Suruga e Libertadores 2018 ao conquistar a Copa Sul-Americana 2017.

Confira todos os gols do Independiente na campanha da Copa Sul-Americana 2017

Por que o Lanús encanta na Libertadores 2017?

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(Publicado no Doentes por Futebol – @DoentesPFutebol)

Quem está atento ao futebol acompanhou a semifinal entre Lanús e River Plate. Grande parte por motivo de buscar conhecer o adversário do Grêmio na grande final. E muitos  rasgaram elogios ao futebol apresentado pelo Lanús.

O clube emergente do futebol argentino fez história! Localizado na Cidade de Lanús, que conta com aproximadamente 213 mil habitantes, eliminou o poderoso River Plate após reverter uma diferença de três gols. Precisou de quatro, pois o 3 a 2 servia ao River pelos gols marcados “fora de casa”.

Além de eliminar um gigante do futebol sul-americano, chegou pela primeira vez na sua história a uma final de Copa Libertadores da América. Grande feito pelo time que será analisado a seguir.

Em grupo equilibrado, o Lanús cresceu no decorrer da competição

O Grupo G contava com três equipes equivalentes e capacidatas para passar da fase de grupos. Nacional-URU, Chapecoense, além dos próprios argentinos. E os resultados começaram de maneira, no mínimo, interessante. Nas duas primeiras rodadas do grupo, todos os visitantes venceram. O Lanús estreou em casa diante do Nacional-URU e perdeu por 1 a 0. Depois, atuando longe do La Fortaleza, bateu a Chapecoense por 3 a 1, na Arena Condá.

Jorge Almirón está no comando técnico da equipe desde 2015. Almirón conseguiu classificar sua equipe na primeira colocação do grupo ( 13 pontos conquistados e saldo de 10 gols). Há de se destacar que a Conmebol creditou o placar de 3 a 0 em favor do Lanús diante da Chapecoense na partida de volta, na Argentina. Isso porque, a Chapecoense escalou um jogador irregular e perdeu os pontos que tivera conquistado ao bater os argentinos por 2 a 1.

Na última rodada, Almirón e seus comandados enfrentaram o tradicional Nacional-URU, em Montevidéu. Os argentinos bateram os uruguaios por 1 a 0. Foi uma partida muito bem estruturada taticamente dos granates (alcunha do clube na Argentina).

O Lanús encerrava a primeira fase da Libertadores com a segunda melhor campanha geral. Por isso que receberá o jogo final em pleno La Fortaleza. Grande prêmio ao espetacular esforço deste time que teima em superar as espectativas.

A grande surpresa da Libertadores 2017?

Alguns consideram os granates como a grande surpresa desta edição de Copa Libertadores. Mas como considerada surpresa uma equipe que tem números tão incisivos na competição?

A equipe de Almirón tem a cara do seu treinador. Prioriza pela posse de bola, por criações de jogadas ofensivas baseadas em troca de passes rápidos (característica do futebol argentino). E, quando preciso, recomposição tática com saída em velocidade para os contra-ataques.

Excelência no passe

O Lanús é a equipe que mais troca passes nessa Libertadores. Já foram 4978 passes, com aproveitamento de 91% (aproximadamente). Além de pintar entre as três equipes de melhor ataque (19 gols) e com mais passes para finalização (89). Fica atrás apenas de Grêmio e River em toda a competição.

Para exemplificar, quatro dos cinco jogadores que mais acertaram passes na competição são do Lanús: Marcone, Braghieri, Gómez e Román Martínez. Completando o top-5 está Ramiro (Grêmio). Entre os 11 primeiros, cinco são atletas do Lanús e quatro do Grêmio, equipes que apresentam melhor futebol nesta edição de Libertadores.

Índice dos atletas que mais acertam passes na Libertadores 2017 (Fonte: Footstats)

Ou seja, a final da Libertadores 2017 coloca de frente duas das melhores equipes da competição, merecidamente.

Sabe tratar a bola, mas também sabe sofrer

O estilo de jogo apresentado por esse Lanús é realmente de encher os olhos. Mas, mesmo assim,  superou dificuldades nas duas últimas fases da Libertadores. A equipe de Almirón passou por duas provações; revertendo situações adversas em dois duelos contra argentinos.

Nas quartas, enfrentou o San Lorenzo e sofreu derrota na ida (2 a 0, em Boedo). Em casa, o Lanús conseguiu devolver o mesmo placar. E passou pela equipe dos cuervos nos pênaltis (4-3) com grande atuação do goleiro Esteban Andrada.

Na semifinal – que ficará eternamente na memória de todo torcedor granate – eliminou o River Plate em uma virada histórica. Esteve perdendo por 2 a 0 dentro de casa (3 a 0 no agregado). E conseguiu se classificar à final da competição ao marcar quatro gols (três deles no segundo tempo). O Lanús foi técnica aliada à garra; uma equipe que parece nunca desistir.

Mesmo sofrendo e saindo atrás do placar, o time não se desespera e mantém o seu estilo de jogo. Passe, posse, velocidade e forte pegada no meio de campo são os recursos utilizado por Almirón para guiar o Lanús em meio à adversidade. Os números abaixo apresentam a reação dos granates ao sofrer um gol.

Os números do Lanús 15 minutos antes e depois de sofrer gol na Libertadores 2017 (Fonte: Footstats)

Surpreendentemente, o Lanús melhora o índice na troca de passes após ter sua meta vazada. Como a imagem acima indica: desarmes e finalização melhoram. E os argentinos recorrem pouco aos cruzamentos (o Lanús é apenas o 15º da Libertadores neste quesito).

Trata-se de uma equipe que busca o futebol bem jogado. Recorre ao passe, busca a criatividade e composição tática para alcançar as vitórias. Evita recorrer aos cruzamentos ou bolas alçadas na área, (de maneira precipitada).

Disposição tática

O Lanús é bem organizado taticamente por Almirón, que arma um 4-3-3 na formação inicial da equipe. Os granates atuam assim desde a época de Schelotto. Porém, no decorrer do jogo, podem-se analisar diversas variações; tanto ofensivas quanto defensivas em relação a disposição inicial dos jogadores.

O 4-3-3 de Almirón demonstra algumas variações durante as partidas. Depende bastante de cada confronto. A equipe se recompõe bem ao sistema defensivo; muitas vezes, no 4-1-4-1. Os homens de lado, Acosta e Silva, preparados para sair rapidamente nos contra-ataques.

Defendendo

Na partida diante do Nacional-URU, pode-se analisar a recomposição do Lanús. Trata-se de um 4-1-4-1para alguns, 4-5-1. Mas o importante a frisar são os 10 jogadores no campo defensivo. Apenas José Sand mais adiantado e os outros nove atrás da linha da bola.

Lautaro Acosta, atacante destaque dos granate, recua até a linha de volantes para auxiliar no sistema defensivo. Chama a atenção a entrega tática de Acosta. Muito por ser um dos destaques do elenco tanto no quesito técnico, quanto no representativo. Possui bastante rodagem, tendo passado por Sevilla e Racing Santander na Espanha e pelo gigante Boca Juniors na Argentina.

Flagra da recomposição defensiva do Lanús. São nove jogadores atrás da linha da bola.

Apesar da sua posição original, Acosta se adapta ao futebol moderno praticado pela equipe de Almirón. Além de partir com muita velocidade na transição para o ataque, ao ser o principal jogador entre os titulares para iniciar os contra-ataques.

Atacando

Na goleada diante do Zúlia, o Lanús também demonstrou algumas de suas virtudes ofensivas. Não apenas pelos cinco gols marcados diante da modesta equipe venezuelana e pela força que possui quando atua como mandante. Mas também pela forma de como os gols saíram.

Por vezes, quando chega com a posse de bola, marca presença no campo ofensivo com representativa quantidade de jogadores. Neste duelo diante dos venezuelanos, a equipe granate chega com sete homens no setor de ataque.

Na imagem abaixo temos Iván Marcone (primeiro volante), um dos organizadores do time – muitos dos primeiros passes saem dos pés dele. Marcone conta com várias opções de passes e sequência da jogada ofensiva neste ataque do Lanús.

Um ataque de opções! Lanús chega ao setor ofensivo com sete jogadores no campo adversário.

Ainda diante dos venezuelanos, o Lanús chega ao segundo através do pressing, por meio de pressão no adversário desde a sua saída de bola no campo defensivo.

Na imagem, o Zúlia tenta sair com a bola em lançamento para o lateral-esquerdo, enquanto que o Lanús pressiona a saída adversária com cinco jogadores mais adiantados. Inclusive, o lateral-direito José Gómez, que se antecipa ao lançamento e oferece assistência para o gol de José Sand.

No estilo pressing o Lanús gera dificuldades para a saída de bola adversária.

Os Destaques Individuais na Libertadores 2017

As equipes que apresentam bom futebol, por consequência, contam com algumas peças fundamentais.

José Gómez (lateral-direito)

No Lanús de Jorge Almirón, José Gómez é uma das peças fundamentais para o esquema e proposta de jogo do Lanús. O lateral-direito de 24 anos esteve presente nos jogos olímpicos do Brasil.

Dos 11 jogos que esteve presente no torneio, de fora diante do The Strongest por lesão, Gómez é o jogador com melhor aproveitamento na equipe do Lanús – 66,7% dos pontos foram conquistados enquanto ele esteve em campo. Oferece suporte ofensivo à equipe ao ir ao fundo e assistências para finalização (09 na Libertadores). Também auxilia nos contra-ataques e ocupa a terceira posição entre os melhores passadores da Libertadores 2017. Nos desarmes, Gómez tem aproveitamento de 96% (total de 24 corretos).

O mapa de calor do lateral demonstra o quão fundamental Gomez é para o apoio ao setor ofensivo granate. Muitas vezes, atua como um ala pelo flanco direito.

Mapa de Calor de José Gómez na Copa Libertadores 2017 (Fonte: Footstats)

Iván Marcone (primeiro volante)

Marcone também tem muita importância no sistema de jogo granate. É o jogador que mais acerta passes na Libertadores 2017. Seus números até as semifinais totalizam 616 passes com 93,6% de aproveitamento. Alia sua qualidade no passe ao desarme seguroÉ o principal jogador nos desarmes desta competição: 38 desarmes certos, média de 84% de acerto. Baita volante!

Titular e presente nos 12 jogos do Lanús no torneio, Marcone tem um aproveitamento de 64% dos pontos junto com a equipe. Oferece consistência ao meio-campo, graças a sua função de “primeiro combate”. Desarma com muita capacidade técnica para sair e chegar mais à frente, no ataque.

Acosta e Sand, ataque de respeito

Uma dupla que representa, aproximadamente, 60% dos gols do Lanús na LibertadoresLautaro Acosta e José Sand. É como se fala na Argentina: “todo 7 tem seu 9”. Acosta já ofereceu 15 assistências para finalizações e três gols. Enquanto que Sand é o vice artilheiro do torneio com oito gols marcados, após 24 finalizações (17 na direção do gol).

Acosta e Sand, a importante dupla do Lanús na Libertadores 2017 (Foto: lanus.com.ar)

São dois jogadores que auxiliam também ao sistema tático da equipe. Visto que Acosta consegue recompor bem pelo flanco esquerdo, muitas vezes. Como demonstrado anteriormente nas análises táticas, recua até a linha de volantes para reforçar o sistema defensivo da equipe. Além de ser o principal jogador para iniciar os contra-ataques deste Lanús.

José Sand faz com frequência o papel de pivô, atuando de costas para a defesa adversária. Desprende-se dos zagueiros e oferece passes para a infiltração dos homens que chegam como surpresa. Na maioria das vezes, o próprio Acosta ou Alejandro Silva pelos lados do campo. (Conforme o vídeo demonstra abaixo no gol diante do Nacional-URU).

Renato Gaúcho e o Grêmio que se cuidem

Lanús chega com totais méritos e futebol muito bem jogado para esta final de Copa Libertadores. Mesmo sendo clube bem menos tradicional do que o adversário brasileiro, pode perfeitamente gerar complicações ao copeiro e tradicional Grêmio.

Será que veremos acontecer um título inédito de um clube na Libertadores? Isso não há como cravar. Mas é praticamente certo de que a bola será muitíssimo bem tratada por ambas as partes na final. Tanto pelo lado do Grêmio quanto pelo lado dos granates comandados por Almirón.

Organização tática faz Corinthians sobressair diante do Palmeiras

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Jogadores que atuam pelas pontas do Corinthians levam vantagem diante dos palmeirenses no setor e torna-se um dos fatores determinantes na partida

Corinthians e Palmeiras se enfrentaram, na Arena Corinthians, em partida válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. A diferença entre as equipes era de cinco pontos, caso o Palmeiras conquistasse a vitória, colocaria ainda mais pressão no Corinthians e a briga pelo título estaria ainda mais acirrada.

Entretanto, a equipe de Carille não quis dar sopa para o azar e entrou à campo com muita determinação, empurrados pela massa corinthiana. Foram 19 desarmes contra 11 do Palmeiras e logo saiu na frente do marcador aos 26 minutos. Três minutos depois já estava com dois gols de vantagem no placar.

O Palmeiras ainda diminuiu com Mina, de cabeça, aos 34′ da primeira etapa, mas, logo em seguida, Jô sofreu pênalti de Dracena (para alguns, lance polêmico, ao meu ver, pênalti!) e colocou novamente o Corinthians em vantagem numérica de dois gols na partida.

Acredita-se que alguns fatores foram determinantes para a vitória do Corinthians diante do seu maior rival, apesar dos lances polêmicos que tomaram conta das discussões após o apito final.

O Palmeiras não foi – nem de longe – o que esteve apresentando nas últimas rodadas e o que fez acreditar ser possível chegar à conquista do título. Falhas nas finalizações, nos cruzamentos e até no posicionamento de seus jogadores em campo, alguns dos fatores para o baixo desempenho na partida.

O Corinthians não foi magistral, mas sabia o que precisava fazer para conquistar os três pontos, com base no futebol tático, agrupado e, por vezes, apostando nos contra-ataques. Rodriguinho e Romero estiveram bem durante a partida, além de ressaltar a segurança da dupla defensiva, formada por Balbuena e Pablo.

O Corinthians teve menos posse de bola na partida, 43% contra 57% do Palmeiras, muito em função de oferecer a bola ao adversário, se fechar por estar na frente do placar e aguardar para sair nos contra-golpes. É o estilo de jogo dessa equipe! 

Foram 198 passes trocados contra 357 da equipe palmeirense, porém, o time de Valentim pouco sabia o que fazer com a bola, teve pouca criação com seus principais jogadores – Dudu, Keno e Moisés – apagados.

Os donos da casa chegaram a finalizar por 11 vezes, três a menos que o Palmeiras – 14 finalizações na partida – porém, o Corinthians conseguiu acertar ao alvo por oito vezes, enquanto o Palmeiras apenas duas (por incrível que pareça, nas duas vezes que acertou ao alvo, marcou!). Mas, acertar apenas duas finalizações no gol é muito pouco para quem entrara em campo por uma disputa de campeonato. Concorda?

Parece ser chato falar sobre falta de criatividade e o recorrer às “bolas chuveiradas na área”, mas é real em nosso futebol. O Palmeiras, equipe que tem o melhor ataque da competição, se viu sem criação diante do líder e optou, muitas vezes, por cruzamentos. Foram 23 cruzamentos errados e apenas cinco certos, só 18% de efetividade no quesito, algo tem que mudar!

E quando se fala em posicionamento dos jogadores, ou melhor, distribuição tática das equipes dentro de campo, pode-se notar o porquê do destaque para Rodriguinho e, principalmente, Ángel Romero. O primeiro, com Jádson no banco, teve mais liberdade para criar e ditar o ritmo de jogo do Corinthians. Esteve muito bem na primeira etapa. Já o paraguaio, praticamente anulou o principal jogador e setor do Palmeiras: Dudu pelo lado esquerdo. Foram quatro desarmes e o atleta do Corinthians com maior posse de bola na partida, 16%.

Pelos flancos! Por onde o Corinthians levou vantagem e ganhou a batalha em Itaquera. Tanto Romero como Clayson fizeram papéis de pontas, seja pela direita ou pela esquerda, mas ambos levaram vantagem diante dos “atacantes de lado” do Palmeiras. Nem Dudu, nem Keno conseguiram recompor com frequência pelos lados como os pontas do Corinthians.

Na imagem, com o Corinthians no setor de ataque pelo lado direito, Romero com a posse de bola sendo acompanhado de perto por Egídio, porém, Dudu recompõe de maneira lenta e fica muito distante do ponta-direita do Corinthians, cedendo espaço para o paraguaio. Notem, aos 7′ do segundo tempo.

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Romero chega pela direita, mas Dudu demora para recompor (Foto: Próprio autor)

Logo em seguida, praticamente três minutos depois, o Palmeiras tenta chegar ao ataque pelo lado esquerdo. Egídio tem a bola dominada, Dudu fica bem aberto, quase no limite da lateral para dar opção, porém, o Corinthians fecha pelo setor com Romero – que já está atrás da linha da bola – e Fágner, lateral-direito da equipe, autor de 5 desarmes na partida.

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Palmeiras tenta chegar pela esquerda, Corinthians recompõe bem no setor (Foto: Próprio autor)

Na comparação do mapa de calor entre o capitão e principal jogador do Palmeiras, Dudu, com o paraguaio Ángel Romero, nota-se que o atleta do Palmeiras é muito mais um atacante pela esquerda, enquanto que o do Corinthians atua como um ponta no setor: recompõe para auxiliar na marcação, além de chegar como surpresa para fazer gols, vide o primeiro do Corinthians na partida.

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Mapa de calor: Romero x Dudu na partida (Fonte: Footstats)

Mas não só Romero pela direita esteve mais efetivo na partida do que o jogador do Palmeiras que ataca pelo setor. Do outro lado, no duelo entre Clayson e Keno, o atleta do Corinthians também esteve mais efetivo e incisivo no jogo – 21 passes certos, dois passes para finalização e uma assistência – comparado ao palmeirense que vinha se destacando nos últimos jogos.

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Mapa de calor: Clayson x Keno na partida (Fonte: Footstats)

E pelas pontas o Corinthians ganhou a partida. No flanco direito, setor esquerdo do Palmeiras, os donos da casa tiveram maior posse de bola, muito pela dificuldade de recomposição do Dudu e a vantagem que Romero obteve diante do capitão palmeirense. Isso fez alguns idealizarem que Egídio esteve mal na partida, porém, na verdade, ele esteve sobrecarregado na marcação, apesar disto, foi o jogador que mais desarmou no Palmeiras (5), que mais teve posse de bola (15,5%) e quem mais acertou passes (42).

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Posse de bola do Corinthians no jogo: predominante pelo lado direito (Fonte: Footstats)

Abaixo, os principais lances da vitória do Corinthians diante do Palmeiras que podem elucidar melhor a análise descrita acima.

Superclássico: River Plate x Boca Juniors, o maior clássico do mundo!

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River Plate tenta se recuperar da eliminação na Libertadores e busca vitória diante do seu maior rival. O Boca Juniors tenta manter a liderança e os 100% de aproveitamento na competição. Um ‘Superclásico’!

Um final de semana quente, cheio de clássicos ao redor do mundo da bola e na Argentina não vai ser diferente. Nada menos que o ‘Superclásico’, confronto entre Boca Juniors vs River Plate, ou melhor, River diante do Boca, visto que, será disputado no Monumental de Nuñez (às 19h05 no horário de Brasília).

O jornal inglês The Mirror elegeu neste ano de 2017 o ‘Superclásico’ – confronto entre Boca e River – o maior clássico do mundo, superando, por exemplo, Real Madrid vs Barcelona, na Espanha, além de Celtic vs Ranges, na Escócia.

“A partida que melhor exemplifica o duelo entre clássicos no futebol. Os Estádios se transformam em duelos de cânticos, disputa por cores e hostilidade. O cenário que domina o futebol argentino por quase um Século.” – The Mirror

É o que cita o jornal inglês para elucidar a escolha de Boca x River como o maior clássico de todos os tempos.

River Plate x Boca Juniors – ‘El Superclásico’

É muito difícil citar favoritismo em clássicos como estes, ainda mais quando trata-se da equipe visitante do duelo, mas as casas de apostas, a posição no Campeonato Argentino e o momento dos jogadores creditam ao Boca um ligeiro favoritismo para o duelo desse domingo.

O Boca Juniors é o líder do Campeonato Argentino com 21 pontos em sete jogos disputados. Tem 100% de aproveitamento, com 19 gols marcados e apenas um sofrido. Conta com o artilheiro da competição, Dario Benedetto com oito gols marcados e um tabú de sete anos sem perder para o River Plate no Monumental de Nuñez em partidas válidas pelo campeonato local (a última derrota por 1 a 0 em 14 de Novembro de 2010, gol marcado pelo zagueiro Jonathan Maidana).

Além disto, o Boca Juniors consegue neste início de competição o melhor arranque na sua história: Sete vitórias consecutivas, superando o time de Alfio Basile, que em 2006 tinha conquistado vitórias nos seis primeiros jogos do campeonato. O recorde é do River Plate, no ano de 1991, conseguiu oito vitórias consecutivas. Caso o Boca conquiste o triunfo diante do River no domingo, iguala a marca histórica dos ‘millonários’.

Enquanto isso, o River Plate chega para a partida na 9ª colocação com 12 pontos conquistados. A equipe de Gallardo tenta diminuir a vantagem do Boca Juniors – uma diferença de sete pontos – após ser eliminado ao sofrer uma virada histórica para o Lanús na Copa Libertadores da América.

Gallardo cita o ‘Superclásico’ como o jogo para lavar a alma e voltar a ter um ambiente tranquilo para trabalhar.

“Foi muito duro essas últimas 48 horas, são derrotas que doem no coração” (refere-se à derrota sofrida para o Lanús e consequente eliminação da Copa Libertadores). Mas mostrou-se otimista para vencer o clássico diante do Boca. “Temos a oportunidade de jogar uma partida para lavar a nossa alma, e nada melhor do que um duelo diante do Boca” – completou.

Scocco x Benedetto: Duelo de artilheiros…

Um foi o principal artilheiro da sua equipe na Copa Libertadores, tem 13 gols em 15 jogos disputados com a camisa do River Plate. O outro é o artilheiro do Campeonato Argentino, marcando oito gols em sete partidas disputadas na competição, tornando-se ídolo da torcida do Boca Juniors.

Ignacio ‘Nacho’ Scocco chegou tem apenas alguns meses ao River, mas já demonstra a sua qualidade e faro goleador que sempre esteve por onde passou (artilheiro do Newell’s Old Boys por duas temporadas). Marcou por oito vezes na Libertadores, cinco diante do Jorge Wilstermman, duas vezes pela Copa Argentina e três gols no campeonato local. Quatro dos 13 gols foram nos primeiros 15 minutos de jogo.

Darío ‘Pipa’ Benedetto, principal artilheiro do Boca Juniors na temporada, tem oito gols no campeonato atual, artilheiro isolado da competição. Como no primeiro semestre de 2017, Benedetto segue sendo letal em favor do Boca e se encarrega de definir os resultados: dos oito gols marcados, quatro foram nos últimos 15 minutos de jogo.

‘Pipa’ Benedetto, convocado por Sampaoli para a Seleção Argentina, leva 34 gols em 40 partidas com a camisa do Boca Juniors e, depois de Palermo (se aposentou em 2011), Benedetto já superou a média de gols de outros nove jogadores que tentaram “suprir” Palermo como centroavante de Boca (0,85 é a média de Benedetto, Calleri vem atrás com 0,63). Benedetto faz história: Artilheiro do Campeonato Argentino na temporada 2016/2017, depois de dez anos coloca um jogador do Boca Juniors como artilheiro da competição (o último tinha sido o próprio Palermo em 2007).

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Scocco x Benedetto: Duelo entre os artilheiros (Foto: goal.com)

…Martínez e Pavón, os coadjuvantes!

Todo artilheiro tem o seu principal assistente, como se diz na Argentina: “Todo 9 tem seu 7”, ou seja, todo centroavante tem o seu atacante que chega pelos flancos do campo. No River, o principal auxiliar de Scocco na frente é o Gonzalo ‘Pity’ Martínez, enquanto que no Boca Juniors, Pavón, convocado por Sampaoli para os próximos amistosos da Argentina, é o principal companheiro de Benedetto no ataque.

Ambos jogadores com velocidade, com qualidade técnica e apesar de ‘Pity’ Martínez ter um pouco mais do quesito na comparação com Pavón, o atacante do Boca Juniors é mais incisivo, mais veloz e chega bastante pelo lado direito, setor esquerdo da defesa do River por onde demonstrou mais fragilidade nos jogos da Libertadores.

Pavón e Martínez são dois jovens argentino que já chamam atenção do futebol europeu. Na janela, o Zenit-RUS ofereceu cerca de 18 milhões de euros por Pavón, entretanto, o Boca não aceitou a proposta visando o futuro com o jogador (pretende conquistar a Libertadores de 2018). Mas vai ser difícil segurar os dois jovens atletas no país, o Sporting-POR já declara interesse nos atacantes e pode tentar levá-los ao futebol português.

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Segundo o site “A bola”, Sporting-POR estaria de olho em Pity Martínez e Pavón para reforçar o seu elenco (Foto: A bola)

Schelotto x Gallardo e os concentrados para o ‘Superclásico’

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Schelotto x Gallardo: Duelo de dois dos melhores técnicos da Argentina (Foto: Diario Olé)

Considerados dois dos melhores técnicos da nova geração argentina, Guillermo Barros Schelotto e Marcelo Gallardo já se enfrentaram por seis oportunidades. Um duelo equilibrado: uma vitória para cada e quatro empates. Gallardo sempre comandando o River Plate, enquanto que a vitória de Schelotto foi sob comando do Boca Juniors, 4 a 2 no Monumental. Por duas oportunidades enfrentando o River de Gallardo, Schelotto era ainda DT do Lanús.

Marcelo Gallardo e Guillermo Schelotto já tem seus 11 definidos e os jogadores que estarão a disposição dos comandantes para a partida. No River Plate, Gallardo para ir com o que tem de melhor, espera a definição de Enzo Pérez, que treina diferenciado por dor na região lombar. Se o volante chegar, a equipe será formada por Lux; Montiel, Maidana, Pinola, Casco; Ponzio, Enzo Pérez; Pity Martínez, Ignacio Fernández, Rojas; Scocco. Um ‘4-2-3-1’ com bastante movimentação, principalmente dos homens de meio campo. Ora em um ‘4-2-3-1’ inicial, ora num ‘4-1-4-1’ com o avanço de Enzo Pérez auxiliando a Ignacio Fernández na criação das jogadas ofensivas da equipe. Abaixo, a lista dos convocados para a partida.

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O ‘4-2-3-1’ de Gallardo para enfrentar o Boca Juniors

Enquanto que Schelotto não contará com o seu capitão Fernando Gago, que só voltará aos campos no próximo ano, vai ao Monumental com Rossi; Jara, Goltz, Magallán, Fabra; Wilmar Barrios, Pablo Pérez, Nandez; Pavón, Benedetto e Cardona. O Boca Juniors de Schelotto atua na sua preferência tática ‘4-3-3’, mas notoriamente visto, por muitas vezes, Barrios se infiltrar entre os zagueiros, liberando Jara e Fabra pelas laterais que se comportam bastante como alas. Vale ressaltar que o Boca ataca bastante pelo lado direito com os avanços de Pavón, enquanto Cardona “engancha” da esquerda para o meio e faz o papel de armador da equipe. Abaixo, os concentrados.

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O ‘4-3-3’ de Schelotto para enfrentar o River Plate

Após esta análise, você aposta na recuperação do River Plate ou em mais uma vitória e manutenção da invencibilidade do Boca Juniors?

Dificuldade de propor o jogo faz do Vitória o pior mandante no Campeonato Brasileiro

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Pior mandante do Campeonato Brasileiro 2017, Vitória faz campanha de rebaixamento no Barradão. Fora de casa as coisas melhoram, mas é preciso reagir o quanto antes dentro dos seus domínios

Quando se fala que em campeonatos de pontos corridos é fundamental pontuar dentro de casa, é fato! O que pode ser o suficiente para as pretensões das equipes. Aquela equipe que conquistar  as vitórias em todas as partidas dentro de casa, ao final da competição, no mínimo, consegue 57 pontos (ano passado com os mesmos 57 o Atlético-PR chegou à Copa Libertadores).

Entretanto, para o Vitória, o Campeonato Brasileiro 2017 está sendo indigesto quando tem que atuar diante da sua torcida. É o pior mandante da competição, com apenas 10 pontos conquistados no Barradão. O aproveitamento do time rubro-negro diante dos seus domínios é de apenas 21% (16 jogos: 2 vitórias, 4 empates e 10 derrotas).

A dificuldade da equipe rubro-negra em propor o jogo é nítida, no Barradão, foram apenas 17 dos 39 gols marcados pela equipe no principal campeonato do país. Dentro de casa, o aproveitamento de gols é de 43%.

E os gols saem quando existem méritos para os mesmos, por exemplo, a falta de criação do meio de campo rubro-negro é o principal fator para os baixos números dentro do Barradão. A maioria dos jogos do Vitória, o setor ofensivo foi formado por David (29 partidas), Iago (22), Neílton (25) e Tréllez (17).

De fato, nenhum dos homens citados acima e que mais estiveram no setor de ataque do Vitória, possuem características de criação de jogo, mas sim, de velocidade, drible e finalização. Pode está aí a explicação para a proposta de contra-ataques imposta por Mancini ao Vitória (e muito por isso torna-se letal quando atua fora de casa).

Os atletas que poderiam “ditar” o ritmo de jogo da equipe rubro-negra atuaram pouco durante a competição: Cleiton Xavier (17), Carlos Eduardo (9), Danilinho (8), Gabriel Xavier (7) e Leonardo Pisculichi (2), os dois últimos não estão mais no elenco.

O aproveitamento de pontos do Vitória é de tão só 36% – o Atlético-GO, atual lanterna da competição, tem 31% – e nas partidas que Cleiton Xavier esteve em campo, esse aproveitamento cai para os mesmos números do lanterna Atlético-GO.

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Aproveitamento do Vitória é de lanterna com o seu “principal” jogador de criação (Fonte: Footstats)

Além disto, na partida feita em casa diante do Atlético-GO, lanterna do Campeonato Brasileiro, o Vitória errou incríveis 47 cruzamentos, muito porque esteve atrás do marcador e buscava o empate a todo o custo, aliado à falta de ideias para propor o jogo.

O Vitória é a quarta equipe que mais erra cruzamentos na competição, chegou a 636, atrás de Flamengo, Sport e Atlético-MG. A se pensar: “por que o Flamengo, que busca vaga na Libertadores, erra tantos cruzamentos também?”. O time dirigido por Rueda, em contra-partida, é o segundo que mais acerta no quesito,  apesar também de estar em dívida com o seu torcedor quanto ao “futebol bem jogado”.

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O Vitória é a quarta equipe que mais erra cruzamentos no Campeonato Brasileiro (Fonte: Footstats)

O aproveitamento do rubro-negro baiano no fundamento é de apenas 19,8%. Na partida diante do Atlético-GO, o lateral-direito Caíque Sá foi quem mais errou cruzamentos pelo lado do Vitória: 12, sem acertar um cruzamento se quer.

Além do baixo índice de cruzamentos certos, a equipe também peca bastante no quesito passes errados: 1302 passes errados ao total até essa 31ª rodada. É a quinta equipe que mais erra passes, sendo a maior quantidade de erros deste fundamento na goleada sofrida diante do Vasco por 4 a 1, no Barradão. Na ocasião, os donos da casa erraram 59 passes.

As finalizações certas também apresentam números abaixo do esperado, apenas 36,69%, enquanto que o Bahia, principal rival do rubro-negro, tem aproveitamento no quesito de, aproximadamente, 41%.

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Aproveitamento do rubro-negro baiano por fundamentos na competição (Fonte: Footstats)

As cobranças de pênaltis também assombram o Vitória na competição. Dos setes que teve ao seu favor, o rubro-negro conseguiu marcar em quatro, três errados (aproveitamento de 57%). Por incrível que pareça, os três pênaltis que a equipe perdeu foram todos dentro do Barradão, diante do Avaí (0 a 0), Santos (0 a 2) e Atlético-GO (1 a 1).

Se não basta todas precariedades e deficiência do setor de criação do leão, a defesa também não se encaixa no campeonato: 48 gols sofridos, a pior da competição ao lado do setor defensivo do Atlético-GO, último colocado na tabela de classificação.

Para se salvar do rebaixamento, o Vitória precisa voltar a conquistar pontos no Barradão, onde sempre foi o seu maior trunfo nas competições nacionais. Neste ano, a equipe rubro-negra deixa a desejar quando tem que atuar dentro dos seus domínios.

Hernanes e Cueva: os protagonistas da evolução do São Paulo no Brasileiro

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Hernanes e Cueva, os jogadores mais técnicos do São Paulo, são os mesmos que elevam os números do tricolor no Campeonato Brasileiro

O São Paulo iniciou muito mal o Campeonato Brasileiro, passou por  14 rodadas na zona de rebaixamento, trocou de treinador, demitiu um dos maiores ídolos como jogador do clube, Rogério Ceni, que não esteve bem como técnico do tricolor paulista.

Rógerio Ceni não conseguiu a mesma carreira vitoriosa que teve como jogador enquanto esteve frente à comissão técnica do São Paulo. Em menos de um ano frente a equipe, Ceni acumulou três eliminações: Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana. O aproveitamento de Ceni foi de, aproximadamente, 51%.

Em meio ao Campeonato Brasileiro, o tricolor anunciou a repatriação do meia Hernanes, para tentar a salvação do rebaixamento, o que seria – faltam ainda sete rodadas para o São Paulo na competição – o primeiro rebaixamento do clube na sua história.

Hernanes voltou com tudo para o futebol brasileiro: nos primeiros quatro jogos, marcou quatro gols. O aproveitamento do São Paulo no Campeonato Brasileiro sem Hernanes era de 33%, a partir da chegada do meia, até esta vitória por 2 a 1 diante do Santos, na 31ª rodada da competição, o aproveitamento do tricolor paulista com Hernanes em campo chega a 53%.

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O aproveitamento do São Paulo era de 33%. Após a chegada de Hernanes, subiu aos 53% (Fonte: Footstats)

 Não há dúvidas de que, se o São Paulo livrar-se do rebaixamento que esteve tão próximo durante toda a competição – atualmente com 40 pontos conquistados, fora da zona de rebaixamento – Hernanes vai ser o grande herói dessa salvação.

O meia é o artilheiro da equipe na competição com oito gols, ofereceu três assistências para gol e, em quatro gols do tricolor, Hernanes ofereceu o terceiro passe (o passe antes da assistência).

As estatísticas demonstram que aliando à sua qualidade técnica com a do meia peruano Cueva, a dupla lidera os principais fundamentos do tricolor na competição.

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Hernanes é o artilheiro da equipe. Cueva o líder em assistências (Fonte: Footstats)

Ainda com a dupla Hernanes e Cueva em campo, a média de finalização certa do São Paulo é elevada em 13,5%. Com os meias em campo, o time finaliza em direção ao gol com um aproveitamento de 44,72%, sem eles, o aproveitamento cai para 31,16%.

O número de gols marcados pelo tricolor paulista, sem Cueva e Hernanes em campo, é de 1,06 por jogo, enquanto que com a presença dos meias são-paulinos, essa média chega a 1,69. Isso quer dizer que o São Paulo marca quase 61% a mais com a presença da dupla em campo.

Se o São Paulo vai escapar, definitivamente, do rebaixamento são cenas para os próximos capítulos que restam da competição mais importante no país, porém, a possível recuperação do São Paulo no 2º turno da competição tem dois nomes para heróis: Hernanes, o protagonista da equipe, com Christian Cueva, seu principal aliado.

Ainda tem jogo! Equilíbrio e características semelhantes destacam River e Lanús na Libertadores

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Pela sexta semifinal argentina em Copa Libertadores, River Plate e Lanús se enfrentam para chegar na decisão. Do outro lado da chave estão Grêmio e Barcelona-EQU

River Plate e Lanús disputam por vaga na final da Libertadores. A primeira partida da semifinal foi disputada no Monumental de Nuñez, estádio do River Plate, com vitória dos donos da casa por 1 a 0, gol marcado pelo artilheiro da equipe Ignacio Scocco, aos 36 minutos da etapa final.

Agora, para a partida de volta no La Fortaleza, o Lanús terá que reverter essa desvantagem se quiser chegar a sua primeira final da história na competição mais importante do Continente.

O River Plate, dirigido por Marcelo Gallardo, embalou na competição após uma vitória maiúscula diante dos bolivianos do Jorge Wilstermann. Não que os bolivianos tivessem apresentado um futebol de outro mundo, mas era tido como a sensação do torneio após vencer Peñarol, Palmeiras e o próprio River, além de eliminar o Atlético-MG nas oitavas da competição.

Os ‘millonarios’, após perder por 3 a 0 na Bolívia, conseguiram reverter a diferença e aplicar uma sonora goleada de 8 a 0, sobrando futebol, dentro do Monumental. A equipe que já era credenciada uma das favoritas ao título, atraiu ainda mais a atenção dos rivais após o histórico resultado.

O ‘Granate’ também faz história! Chega pela primeira vez à uma semifinal de Copa Libertadores, dirigido por Jorge Almirón, escolhido como o DT “diferenciado” da Argentina. De fato, esta série de semifinal diante do River Plate, será, até o momento, o desafio mais importante da carreira de Almirón.

Fala-se que o mesmo já está sendo observado pela presidência do San Lorenzo para assumir a equipe de Boedo após o término desta edição de Libertadores. Mantendo a humildade, mas não deixando de trabalhar a “full”, Almirón vai em busca de se igualar à outros 16 técnicos argentinos que já conquistaram a Copa mais importante da América. Diz não sentir a pressão, seguir trabalhando com tranquilidade e não o considera um “técnico raro”, como circula pelos jornais argentinos.

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Almirón, técnico do Lanús, é reverenciado pelo seu trabalho diante da equipe (Foto: Diario Olé)

Duelo de ofensivos, é o que marca as campanhas de River Plate e Lanús na Libertadores

Por características dos seus comandantes, River Plate e Lanús protagonizam jogos de ofensividade durante a competição. A equipe de Gallardo tem ao seu favor 26 gols marcados, com 71 finalizações em direção ao gol, 14 na goleada por 8 a 0 diante do Jorge Wilstermann.

O principal artilheiro da equipe é o atacante Ignacio Scocco, que conta com o auxílio de Ignacio Fernández e ‘Pity’ Martínez na criação das jogadas ofensivas. Scocco, até o momento, tem 11 finalizações certas na competição, marcou sete gols, um aproveitamento de 63%.

Ignacio Scocco foi contratado junto ao Newell’s Old Boys para suprir a venda do então artilheiro dos ‘millonários’, Lucas Alario, que transferiu-se para o Bayern Leverkusen.

Sendo assim, Scocco atuou ao lado de ‘Nacho’ Fernández e ‘Pity’ Martínez em apenas cinco partidas desta Libertadores. O aproveitamento do River Plate com os três juntos em campo é de 66% dos pontos. Foram três vitórias, a mais destaca os 8 a 0 aplicado diante do Wilstermman, dois empates e uma derrota, justamente para os bolivianos na partida de ida das quartas.

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Aproveitamento do River Plate com trio ofensivo em campo: Fernández, Martínez e Scocco (Fonte: Footstats)

Quando atua dentro de casa, o River Plate busca propor o jogo, controlar com posse de bola e muita troca de passes: 518 passes acertados contra o Melgar (venceu por 4 a 2), 400 passes contra o Wilstermann (venceu por 8 a 0) e, na primeira partida da semifinal, 498 passes na vitória diante do Lanús. A equipe de Gallardo tem uma média de 347 passes certos na competição.

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Indíce de passes do River Plate na Libertadores 2017 (Fonte: Footstats)

O quarto gol do River Plate diante do Wilstermann, demonstrou a rápida transição da equipe de Gallardo com base na troca de passes. Foram nove toques com objetividade por quatro jogadores, até Enzo Pérez aparecer livre entre a defesa adversária e empurrar para o fundo das redes. Notem!

O Lanús de Almirón também não fica atrás quando o quesito é ofensividade. Apesar de ter em mãos um elenco menos qualificado do que o River Plate, Almirón consegue impor qualidade de jogo na equipe.

O Lanús tem 15 gols convertidos na competição, chega com forças a série de semifinal, após reverter uma situação adversa diante do San Lorenzo, outro confronto argentino, batendo a equipe de Boedo nos pênaltis, após vencer pelos mesmos 2 a 0 sofrido na partida de ida das quartas.

A equipe de Almirón também tem por características a troca de passes, atuando geralmente no ‘4-3-3’, tem uma média de 417 passes certos na competição. No confronto diante do River Plate, a equipe de Almirón trocou apenas 290 passes certos, com 41% de posse de bola, marca bem menor do que a média na competição.

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Indíce de Passes do Lanús na Libertadores 2017 (Fonte: Footstats)

Na goleada diante do Zúlia por 5 a 0, o primeiro gol do Lanús, marcado por Lautaro Acosta, demonstra um pouco da qualidade em troca de passes da equipe de Almirón. Veja!

Conhece os destaques e a formação tática de cada equipe?

O River Plate tem um elenco invejável por muitos na América do Sul. Nomes como os de Leo Ponzio, Enzo Pérez e Ignacio Scocco, por exemplo, atletas com muita experiência e com passagem por clubes da Europa. Apesar de Scocco ser o artilheiro da equipe millonária – sete gols em cinco jogos – e também merecer todo o destaque pelos cinco gols marcados na goleada diante do Wilstermann, o principal destaque da equipe de Gallardo ao longo de toda a competição fica por conta do meia Ignacio Fernández.

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Ignacio ‘Nacho’ Fernández, o destaque do River Plate na Libertadores (Foto: riverplate.com.ar)

O ‘Nacho’ Fernández é o jogador da equipe com mais passes acertados, são 307 e 84% de aproveitamento neste quesito, dita e gera o ritmo de jogo da equipe no meio de campo. Auxiliado por ‘Pity’ Martínez, meio-campista também de muita qualidade, Nacho Fernández ainda é o jogador com maior número de assistências da equipe (3), mais faltas recebidas (26) e o terceiro jogador da equipe com mais desarmes (12). ‘Nacho’ Fernández ainda tem em conta os três gols marcados na competição.

Apesar de todo o destaque, Fernández não esteve bem na primeira partida diante do Lanús. O meia se queixou de dores, foi substituído e os números demonstram que esteve abaixo da média naquela noite: Foram apenas 23 passes certos e seis perdas de posse. Por exemplo, na derrota por 3 a 0 na altitude para o Wilstermman, Fernández acertou 35 passes.

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O ‘4-2-3-1’ do River Plate dirigido por Gallardo

Pelo lado do Lanús é difícil não citar o centroavante José ‘Pep’ Sand como o principal destaque da equipe, muito por ser o artilheiro da equipe na competição com seis gols e por sua experiência que pode ser fundamental para uma conquista de Libertadores. Sand, que foi revelado pelo River Plate, diz que não odeia o River, mas também não deve nenhum agradecimento a equipe ‘millonária’.

Além da artilharia da equipe, José Sand é o jogador do ‘granate’ que mais finaliza ao gol, são 22 ao total com 15 na direção do gol. Sand também já ofereceu uma assistência nesta Libertadores 2017.

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José Sand, artilheiro e destaque do Lanús na Libertadores (Foto: lanus.com.ar)

Vale destacar também o atacante veloz Lautaro Acosta, revelado pelo próprio Lanús, mas com passagem por Sevilla, Racing Santander e o histórico rival do River Plate, o Boca Juniors.

Acosta vive um excelente momento, oferece um suporte ofensivo pelo flanco esquerdo de ataque, ágil e com característica de partir pra cima da marcação adversária. Seu bom momento pelo Lanús o fez chegar até a seleção Argentina, de fortíssima concorrência para o setor ofensivo.

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Lanús vai a campo no seu habitual ‘4-3-3’

Semelhança no futebol jogado, diferença gritante nas finanças de cada clube

Apesar do bom momento vivido pelas equipes na Libertadores, a diferença financeira entre ambas é nítida. Jorge Almirón consegue, com uma equipe mais modesta, encarar os grandes da Argentina.

Segundo a TransferMarkt, site especializado em cotações no futebol, o Lanús tem um plantel valorizado em 35 milhões de euros, enquanto o plantel do River Plate chega aproximadamente a 74 milhões de euros.

Os mais valorizados pelo Lanús são Lautaro Acosta (5,5 milhões de euros), José Luís Gómez (5 milhões de euros) e Ivan Marcone (3 milhões de euros). No River Plate, Gonzalo ‘Pity’ Martínez (9 milhões de euros), Enzo Pérez (6 milhões de euros) e Ignacio Fernández (5,5 milhões de euros).

Dos citados acima, todos estão na lista de observação do técnico Jorge Sampaoli para a seleção Argentina, com Acosta, Enzo Pérez, Fernández e Gómez citados e com passagem na era Sampaoli.

Quanto aos patrocínios, o River Plate recebe cerca de 20 milhões de dólares por ano e conta com aproximadamente 145 mil sócios-torcedores, enquanto o Lanús recebe 1,3 milhões de dólares e, com um trabalho excelente de marketing, alcançou aos 40 mil sócios neste ano.

As duas equipes já arrecadaram 1,3 milhões de dólares pela primeira fase da Libertadores e 2,9 milhões até a chegada para esta semifinal, um total de 4,2 milhões de dólares de premiação.

Quem avançar deste duelo, garante, pelo menos, mais 1,5 milhões de dólares (prêmio para o vice-campeão do torneio). O campeão da Libertadores coloca no bolso uma quantia de 3 milhões de dólares.

Tanto River Plate quanto o Lanús tem qualidade técnica suficiente para alcançar o título desta competição. E você torcedor, acredita em qual clube para conquistar a Libertadores 2017?

BA-VI marca equilíbrio e luta contra o rebaixamento

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Equilíbrio marca campanhas de dupla BA-VI. Neste domingo, equipes se enfrentam na tentativa de se distanciar da zona do rebaixamento

O Campeonato Brasileiro chega a momentos decisivos: a luta para se aproximar do Corinthians no topo da tabela, o sonho para alguns de chegar à Libertadores do próximo ano e a briga contra o rebaixamento.

Sim! São muitas equipes que ainda estão com esperanças de se afastar da zona perigosa, entre essas, a dupla Bahia e Vitória que se enfrentam neste domingo, na Arena Fonte Nova.

O tricolor está a frente neste momento: 11º colocado com 35 pontos, enquanto o Vitória com dois pontos a menos é o primeiro time fora da zona de rebaixamento, em 16º. O equilíbrio entre os baianos não estão apenas nos números, inclusive, nas  propostas de jogo: os contra-ataques!

Veja também: Dupla BA-VI e a luta contra o rebaixamento com propostas de jogo semelhantes.

O Bahia não atuou mal diante do Flamengo, mas sofreu uma goleada por 4 a 1. Na verdade, desde a chegada de Carpegiani, o técnico alterou a maneira de jogar do tricolor baiano – utiliza ainda dos contra-ataques, porém tenta propor mais o jogo em casa – e voltou a contar com jogadores que estiveram lesionados durante boa parte da temporada conquistando bons resultados, por exemplo, o empate diante do Palmeiras em São Paulo e a vitória diante do Corinthians em Salvador.

Apesar disto, Carpegiani deve ir a campo com dois desfalques, Vinícius é dúvida por uma lesão sentida ainda contra o Flamengo e Régis deve ocupar o seu lugar, enquanto Juninho Capixaba, que levou o terceiro cartão amarelo, tem ausência garantida. Em um possível ‘4-1-4-1’, o Bahia deve ir à campo com Jean; Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca, Matheus Reis; Renê Júnior; Zé Rafael, Edson, Régis, Mendoza; Edigar Júnio.

Por sua vez, o Vitória também cresceu o futebol jogado desde a chegada de Vagner Mancini no comando técnico da equipe. Apesar de seguir com dificuldades de vencer quando mandante (o Vitória é o pior mandante da competição), vem de boas atuações fora dos seus domínios, a exemplo, venceu Flamengo, Corinthians, Altético-MG e Coritiba, além dos empates contra Cruzeiro e Santos.

Vágner Mancini prepara a sua equipe para uma variação tática de ‘4-2-3-1’ em ‘3-3-3-1’, muitas vezes, na recomposição, chega a um ‘5-3-2’. Aos adeptos, pode perceber que Filipe Souto, atuando como “primeiro volante”, recua até a linha de defensores, liberando um pouco mais os laterais, de preferência do DT, Caique Sá e Juninho.

O Vitória deve chegar com Caíque; Caíque Sá, Ramon, Wallace, Juninho; Filipe Souto, Uillian Correia; Iago, Neílton, David; Trellez. Assim, tenta chegar à quinta vitória fora de casa sob o comando de Mancini.

Bahia é melhor como mandante, Vitória faz boa campanha fora de casa

Tanto rubro-negros como tricolores têm motivos para acreditar na vitória no clássico deste domingo. O Bahia vai muito bem na Arena Fonte Nova, enquanto o Vitória sempre joga melhor quando está fora dos seus domínios.

Apesar desse detalhe, as equipes mantém um equilíbrio no Campeonato Brasileiro 2017. São nove vitórias e 37 gols marcados para cada, o Bahia acumula 12 derrotas e o Vitória sofreu por 14 vezes na competição.

Além disto, as estatísticas comprovam o equilíbrio entre os baianos neste Brasileiro, como a quantidade de finalizações através de jogadas trabalhadas. Cerca de 74% para o tricolor e 73,5% para o rubro-negro.

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Equilíbrio entre Bahia e Vitória também nas finalizações com jogadas trabalhada (Fonte: Footstats)

Com esse equilíbrio e as equipes atuando como gostam, um de mandante e o outro como visitante, quem leva a melhor no Ba-Vi deste domingo?

Argentina convence, mas não vence: O que fazer para ganhar do Equador?

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Chegou a hora do tudo ou nada para a Argentina! Y tiembla el corazón…

Sampaoli estuda, grita, conversa com as referências do elenco, corrige posicionamento, coloca em prática táticas em busca de encontrar a melhor Argentina para enfrentar o Equador, em Quito, por vaga na Copa da Rússia de 2018.

Desde a chegada de Sampaoli ao comando técnico da Seleção Argentina, fica notório a real intenção do comandante sobre a sua equipe: O protagonismo!

E a Argentina consegue se impor diante dos seus adversários, por muitas vezes com mais posse de bola, incidência de jogo no campo adversário, busca propor o jogo, cria oportunidades para gol, mas a bola teima em não entrar… Quanto azar!

Nas Eliminatórias, sob o comando de Sampaoli, a Argentina chega para esta partida decisiva com 53 finalizações (10 contra Uruguai em Montevidéu, 21 diante da Venezuela e 22 diante do Perú, ambos atuando em Buenos Aires). Nestes três últimos jogos, apenas um gol marcado e três empates: 1 a 1 diante da Venezuela e os outros dois por 0 a 0, mas as chances estão sendo criadas.

Benedetto ou Icardi, qual seria o seu ‘9’ titular?

Jorge Sampaoli iniciou seu ciclo na Seleção Argentina afirmando que Mauro Icardi seria o seu centroavante titular com a camisa ‘albiceleste’. Icardi atuou diante do Uruguai, porém não encontrou grandes oportunidades para marcar, já contra a Venezuela teve duas chances, guardou um gol.

Icardi chegou sentindo dores para essas partidas decisivas das Eliminatórias. Diante do Perú, em partida disputada na Bombonera, Benedetto ganhou a vaga de titular por ter ido muito bem nos treinos (chegou a marcar dois gols em um dos coletivos) e por apelo da torcida do Boca Juniors, visto que, é o artilheiro do futebol argentino.

Benedetto teve chances diante do Perú (vídeo a seguir), entretanto não conseguiu marcar. Com isso, muitos pedem por Icardi de titular na partida diante do Equador, em Quito. Porém, o centroavante da Internazionale ainda não está 100% e Pipa Benedetto leva vantagem por ter atuado em três temporadas no futebol mexicano, o que lhe favorece no quesito ‘altitude’.

Sampaoli testa a melhor formação para Quito: ‘4-2-3-1’ variando para uma linha de três zagueiros

A Argentina ainda não está definida para enfrentar o Equador em Quito. Sampaoli, em treino tático realizado ainda na Argentina, testou uma equipe com muita variação tática, que pode chegar em um ‘4-2-3-1’ movendo-se para o habitual ‘3-4-2-1’. Optou por Romero; Mercado, Mascherano, Otamendi, Acuña; Enzo Pérez, Biglia; Salvio, Messi, Di María; Benedetto.

Chegando ao Equador – a seleção Argentina chegou nesta segunda-feira – Sampaoli volta a provar em treino tático uma equipe, desta vez formada por Romero; Mercado, Fazio, Otamendi, Acuña; Mascherano, Biglia; Salvio, Messi, Di María (Papu Gómez); Benedetto.

Entretanto, essa equipe com Mascherano de primeiro volante e a provável saída de Di María da equipe titular, por razões técnicas apenas, seria um ‘plano B’. Outra dúvida, esta por questão física, seria a entrada de Rigoni por Salvio entre os titulares. Caso o meia/volante do Benfica esteja em condições de atuar, iniciará entre os 11 escolhidos.

Por fim, na noite desta segunda, Jorge Sampaoli voltou a treinar taticamente e deu indícios da possível escalação para a partida decisiva em Quito. São eles: Romero; Mercado, Fazio, Otamendi; Rigoni, Mascherano, Biglia, Di María; Messi, Papu Gómez; Benedetto.

#Opinião: Sendo Sampaoli, qual seria a sua equipe titular da Argentina?

A Seleção Argentina dirigida por Sampaoli tem ideia de jogo, sabe o que joga, como costumam dizer na Argentina, busca propor o jogo com qualidade técnica, jogadas de profundidade entre linhas, mesmo contra equipes totalmente retraídas, consegue criar oportunidades para gol, mas o que falta?

A questão pode não ser nomes, de fato. Cada técnico têm as suas preferências e dificilmente agradará a todos com as suas escolhas. Pensando neste caso, os nomes escolhidos para a titularidade podem ser menos relevantes, para muitos, é Messi e mais 10! – ou seria Messi contra 10? 

Messi con la pelota y la Selección en inferioridad numérica.

Messi comanda a Argentina contra 10 peruanos atrás da linha da bola (Foto: DiarioOle)

Apesar disso, poderíamos pensar uma seleção comandada por Sampaoli, sob as suas ideias de jogo – controle, posse, protagonismo, atacar! – com alguns nomes diferentes dos que comumente aparecem para a titularidade da Argentina.

Agrada muito à Sampaoli uma equipe que possua variações táticas, muitas vezes do ‘4-2-3-1’ para o ‘3-4-2-1/3-3-3-1’, sem que haja alterações dos atletas por algum que venha do banco de reservas. Pensando assim, e na proposta de jogo do comandante argentino, uma equipe formada por Romero; Mercado, Mascherano, Otamendi, Acuña; Enzo Pérez, Biglia; Salvio, Messi, Di María; Benedetto/Icardi pode ser a melhor opção para iniciar diante do Equador. Esta equipe é o ‘plano A’ de Sampaoli, testado em treino tático ainda em Ezeiza, Buenos Aires.

Com essa equipe, pode-se ver por vezes uma linha de três zagueiros com Mercado, Mascherano e Otamendi, tendo o ‘jefecito’ como um líbero, se “desprendendo” da linha de três e avançando um pouco mais para auxiliar a saída de bola da ‘albiceleste’. Nas alas, Salvio e Acuña para oferecer vigor físico e auxiliar nas jogadas ofensivas à Messi e Di María (Papu Gómez) pelas lados, como também recompor para fechar uma linha de cinco defensores quando atacado.

No meio, uma dupla de volantes formada por Biglia e Enzo Pérez. O primeiro para ser o famoso “limpador de pára-brisa” à frente da zaga, auxiliando muito na marcação da equipe, enquanto o segundo, Enzo Pérez, tem uma função mais de “ida y vuelta” como se fala na Argentina, ou seja, um jogador “área a área” com capacidade para ajudar Messi no setor ofensivo, chegar na área adversária como fator surpresa, mas também voltar para auxiliar na recomposição do meio de campo.

Na frente, uma trinca formada por Di María, Messi e Benedetto ou Icardi (Pipa com mais chances de ser titular). Messi com total liberdade para flutuar em campo, criar jogadas ofensivas, gerar jogo para o centroavante, com Di María ao seu lado, aportado pelos avanços do ala Acuña pela esquerda para que, enfim, volte a ter boas atuações com a camisa da seleção.

Desta forma, a Argentina taticamente em campo:

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Possível ‘3-4-2-1/3-3-3-1’ da Argentina para duelo vs Equador

E você, como escalaria a Seleção Argentina para enfrentar o Equador?

Saludos!

Sampaoli e os seus 26 discípulos…

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Com surpresas dentro e fora da lista, Sampaoli divulga seus convocados para decisão por vaga na Copa de 2018

Para as partidas decisivas das Eliminatórias, almejando garantir vaga na Copa do Mundo 2018, na Rússia, Sampaoli divulgou a lista de convocados que enfrentarão Peru (Buenos Aires) e Equador (Quito).

Com 24 pontos conquistados, a Argentina se encontra na quinta posição das Eliminatórias Sul-Americana e precisa vencer os próximos jogos para garantir classificação à Copa de 2018. Após muita polêmica para a escolha do estádio, definiu-se que a Argentina enfrentará o Peru no estádio do Boca Juniors, em La Bombonera.

Neste domingo, foi possível ver a torcida do Boca Juniors cantando para a Seleção Argentina, já moldando o estádio para o duelo decisivo diante do Perú. É de se admirar a paixão que o povo argentino tem por sua seleção. Para aproveitar a oportunidade, os torcedores do Boca alfinetaram o River Plate: “Somos todos argentinos, mas não somos galinhas..”

E mais: “Vamos, vamos Argentina, vamos vamos a ganar, que esta barra quilombera, no te deja, no te deja de alentar”. A Bombonera já pulsa à espera da sua seleção!

Loucura! Em 20 minutos a torcida argentina esgotou os ingressos para o confronto diante do Perú 

Na última quarta-feira (27/09), iniciaram as vendas dos ingressos para a partida da Argentina diante do Perú, na Bombonera. Em menos de 20 minutos, o site responsável pelas vendas dos mesmos, anunciou que se esgotaram as entradas. Incrível!

A última vez em que a Seleção Argentina principal atuou no estádio do Boca Juniors pelas Eliminatórias foi em 1997, no empate por 1 a 1 diante da Colômbia. No momento atual, a Argentina não poderia pensar nem em um empate diante do Perú, o que complicaria suas ambições para chegar à Copa do Mundo em 2018.

Pezzella, Mammana e o retorno de Gago são as novidades na lista de Sampaoli

O técnico da Seleção Argentina divulgou a lista dos jogadores convocados para as próximas partidas decisivas das Eliminatórias Sul-Americana. Confira os listados:

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Os convocados de Sampaoli (Foto: AFA)

Surgiram algumas – boas – novidades na lista de Sampaoli, para o setor defensivo, Germán Pezzella e Emanuel Mammana, zagueiros de Fiorentina-ITA e Zenit-RUS, respectivamente.

Germán Pezzella vestirá pela primeira vez a camisa da seleção principal. Revelado pelo River Plate, o zagueiro de 26 anos desempenhou bem o papel na defesa titular do Betis-ESP, temporada 2016-2017 (Confira alguns lances de Pezella pelo futebol europeu). O Betis foi o primeiro clube europeu onde o atleta teve oportunidade de atuar.

Nesta temporada, transferiu-se para a Fiorentina por empréstimo e com cláusula fixada de 10 milhões de Euros. Ao começar bem pelo Italiano, e até pela sua estatura (1,88 m) e por se adaptar a jogar em uma defesa com quatro ou três – como líbero – jogadores na linha de fundo, Pezzella ganha a primeira chance na Seleção Argentina principal. Nas últimas rodadas do Campeonato Italiano, o defensor esteve escolhido entre os onze melhores, titular em cinco das sete partidas da competição pela Viola, marcou um gol na vitória diante do Bologna.

Já Emanuel Mammana, também revelado pelo River Plate, esteve com a Argentina de Sampaoli nas partidas amistosas diante de Brasil e Cingapura. Promissor, o zagueiro que atualmente milita pelo Zenit-RUS – titular nas últimas seis partidas – pode atuar ainda como lateral, tanto na direita quanto na esquerda. A sua polifuncionalidade, além da capacidade de posicionamento e técnica, faz com que o defensor seja prestigiado pelo técnico da sua seleção.

Além destas gratas surpresas, Sampaoli segue contando com Fazio, Mascherano, Mercado e Otamendi para o setor defensivo. Com essa quantidade de zagueiros convocados, pode ser um sinal da manutenção tática com uma linha de três defensores.

Para o gol, Sergio Romero, titular em duas Copas do Mundo (2010 e 2014), seguirá como preferência do DT. Seus suplentes? Guzmán (Tigres-MEX) e Marchesín (América-MEX), preterindo à Gerónimo Rulli, jovem promessa da Real Sociedad-ESP.

Gago de volta à Seleção, para o delírio da torcida local!

Com certeza a maior surpresa – que já era aclamada pelo público local – ficou com o retorno de Fernando Gago à seleção. O experiente volante do Boca Juniors, 31 anos, dono de um passe refinado no meio de campo, era o atleta mais aclamado pelo povo argentino para voltar a sua seleção.

Com passagens pelo futebol europeu, ‘Pintita’ Gago atuou pelo Real Madrid e Valencia, na Espanha, enquanto na Itália, o volante vestiu a camisa da Roma. Retornou para o futebol argentino ao acertar com o Vélez Sarsfield na temporada de 2013, e logo após, voltou a assinar com o Boca Juniors, clube pelo qual foi revelado e favorito do jogador.

Para muitos, Fernando Gago pode ser o melhor sócio para Messi nas criações das jogadas ofensivas da equipe, evitando assim, por muitas vezes, que Messi volte até quase o círculo central para iniciar as transições ofensivas da Argentina.

Gago pode ser o principal sócio de Messi na Argentina de Sampaoli (Foto: TycSports)

O ‘Pintita’ Gago passou por duas graves lesões no tendão de aquiles, que o afastou dos gramados por quase 1 ano. Quando muitos davam por encerrada a sua carreira futebolística, o volante conseguiu dar a voltar por cima e hoje é o principal cérebro do meio de campo do Boca Juniors e volta a ser chamado para a Seleção Argentina.

Nas Eliminatórias para o Mundial de 2014 no Brasil, a Argentina encantou com um futebol durante a competição classificatória, com uma trinca de volantes no meio, formada por Mascherano, Gago e Di María. Messi, na ocasião, começou a ser mais ‘enganche’, meia armador, do que ponta direita, quando iniciou a sua carreira.

Fernando Gago auxiliava a Messi durante o torneio, quando fazia a bola sair de trás com mais qualidade, conseguir a manutenção da mesma e oferecer o passe entre linhas para o camisa 10 da Argentina. Com a presença de Gago em campo, Messi fica mais livre para se aproximar do gol e do centroavante da seleção.

O aporte de Gago para Messi: Passe entre linhas para o camisa 10 marcar diante do Chile

Quais serão os volantes titulares da Argentina?

Para a função de volantes, Ever Banega, Leandro Paredes e Lucas Biglia voltam a configurar entre os selecionados e deverão seguir durante a era Sampaoli na seleção. O próprio técnico já declarou que Banega, sempre que estiver disponível, será um dos seus titulares entre os volantes.

Porém, nem sempre Éver Banega consegue elucidar essa preferência técnica em partidas aceitáveis. Espera-se de Banega um volante que possa auxiliar na marcação e oferecer ritmo de jogo no meio com um passe mais qualificado e tornando-se sócio de Messi nas criações das jogadas ofensivas.

Muitos adeptos já clamam por Paredes para esta função, enquanto outros desejam voltar a ver Fernando Gago como um volante-sócio para Messi na equipe titular da Argentina. O jovem volante do Zenit-RUS é um dos principais jogadores da equipe de Roberto Mancini, oferecendo assistências, auxilia na marcação e, por vezes, finaliza bastante de fora da área. Confira gol de Paredes com a camisa do Zenit-RUS.

O técnico Jorge Sampaoli conta com Lucas Biglia para ser o “primeiro volante”, um dos possíveis titulares e preferidos pelo DT, por ajudar bastante na marcação e possuir uma saída de bola com qualidade.

Além dos já citados, Sampaoli convocou também os volantes Enzo Pérez e Pablo Pérez, de boas atuações por River Plate e Boca Juniors, respectivamente.

Enzo e Pablo Pérez, os volantes “área a área” do Futebol Argentino

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Enzo e Pablo Pérez podem oferecer o que falta aos volantes da seleção: O “homem surpresa” (Foto: VAVEL)

Pablo Pérez, volante de 28 anos revelado pelo Newell’s Old Boys, com passagem pelo Málaga-ESP, tornou-se um dos principais jogadores do Boca Juniors de Schelotto. O volante, que por muitas vezes foi criticado pela torcida ‘xeneize’, voltou a jogar um bom futebol que apresentara no início da sua carreira, e caiu nas graças, de uma vez por todas, da torcida do Boca.

Nesta temporada, atuando ao lado de Gago e Barrios na trinca de volantes, Pablo Pérez é o volante da equipe com mais liberdade para auxiliar a Gago e Cardona na criação das jogadas ofensivas, além de chegar como “homem-supresa” na área adversária. É o jogador que “pisa na área” dos adversários.

Na partida diante do Godoy Cruz, Pablo Pérez marcou por duas vezes, em uma delas chegando de trás como surpresa, além de oferecer uma assistência para o gol de Pavón. Com isso, Pablo Pérez, que já tinha sido convidado à conversar com Sampaoli no prédio da AFA, em Ezeiza, poderá ter nova chance com a camisa da Argentina.

Enquanto isso, Enzo Pérez, volante de boas atuações pelo River Plate, também aparece na lista entre os convocados e aporta bastante no quesito “área a área”.

Enzo Pérez teve passagens pela Europa vestindo a camisa do Benfica-POR e Valencia-ESP. É um atleta que pode atuar tanto como “primeiro” ou “segundo” em uma linha de volantes.

O gol marcado na goleada do River Plate sobre o Wilstermann por 8 a 0, confirma que o atleta pode ser visto por Sampaoli como um jogador que auxilia na marcação, mas também conta com físico para chegar à frente como “homem surpresa” e adentrar à área adversária.

Salvio, Acuña, Casco, Alejandro Gómez, Lautaro Acosta… As preferências de Sampaoli

Que cada técnico têm as suas preferências, todos já sabemos. Fica notório a preferência de Sampaoli por alguns jogadores, como por exemplo, Marcos Acuña (Sporting-POR) e Eduardo Salvio (Benfica-POR), ambos que se adaptam bem às funções de ala, que parece ser a pedra no sapato da ideia de Sampaoli para esta Seleção Argentina.

Acuña ainda pode atuar em uma linha de três mais ofensiva, como ponta-esquerda, ou também ser um lateral-esquerdo em uma eventual linha defensiva com quatro jogadores.

Já Salvio, meia do Benfica-POR que aporta bastante na ideia do treinador da Argentina devido a sua polifuncionalidade, pode atuar como ponta pela direita, posição que está adaptado à sua equipe em Portugal, porém é a principal aposta de Sampaoli para a função de ala pelo setor na seleção. Velocidade, auxílio na marcação e amplitude no campo ofensivo é o que se espera de Salvio nesta função.

Ainda para esta função de ala, tanto pela direita quanto pela esquerda, Sampaoli convocou Milton Casco, atual jogador do River Plate. Casco, ambidestro, comumente atua de lateral-esquerdo na equipe dirigida por Marcelo Gallardo, mas já atuou como ala pelos lados na sua passagem com a camisa do Newell’s Old Boys.

A principal opção de Sampaoli para a função seria o jovem lateral Fabrício Bustos, do Independiente, que estava cotado para ser chamado, porém sofreu uma lesão de última hora e teve que ser descartado. O jovem lateral de 21 anos vem encantando a todos no futebol local com intensidade eficiente tanto na defesa quanto no apoio ofensivo. Para muitos, apesar da sua pouca idade e experiência com a camisa da seleção, deveria ser o titular da ala/lateral direita do time de Sampaoli (Confira algumas jogadas de Bustos pelo Independiente).

Alejandro ‘Papu’ Gómez, do Atalanta-ITA e Lautaro Acosta, do Lanús, também voltam a ter chances, após excelente início de temporada pelos seus respectivos clubes. Com a camisa do time italiano, ‘Papu’ Gómez marcou três gols e ofereceu três assistências já nesta temporada. Principal armador da equipe, o camisa 10 segue encantando aos torcedores do Atalanta (Golaço de Papu Gómez na vitória da Atalanta diante do Everton, pela Europa League. Confira!).

Enquanto isso, ‘Laucha’ Acosta, também meia-atacante que atua pelas pontas, é o principal jogador da equipe de Almirón classificada para as semifinais da Copa Libertadores da América.

Gonzalo Higuaín? Nem pra reserva!

O atacante da Juventus-ITA, Gonzalo Higuaín, ficou novamente de fora dos relacionados. Apesar de titular na primeira partida sob o comando de Sampaoli na seleção (45 minutos na vitória diante do Brasil por 1 a 0), Higuaín não convenceu ao ‘hombrecito’ e, novamente, voltou a ser preterido como ‘9’ da Argentina.

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Higuaín, a princípio, está fora dos planos de Sampaoli (Foto: DiarioOlé)

Contando com Mauro Icardi de titular, além de ‘Pipa’ Benedetto e Dybala, que também pode fazer a função de ‘9’, Sampaoli deixa claro que Higuaín está fora dos seus planos. Criticado pela torcida por perder três oportunidades claras de gol nas últimas três finais da Argentina, o ‘Pipita’ terá que trabalhar duro no seu clube para voltar à vestir a camisa da seleção.

Outro que surpreendentemente ficou de fora é o atacante Joaquín Correa. O jovem do Sevilla-ESP, desde que Sampaoli assumiu o comando da seleção, fica pela primeira vez de fora da lista. Correa é um atacante que pode atuar pelos lados do campo, tanto como um ‘falso 9’, até pela sua estatura (1,88 m). Aparenta que Sampaoli preteriu Correa à ‘Papu’ Gómez, meia-atacante de características semelhantes ao tucumano, que segue de boas atuações com a camisa do Atalanta-ITA, como capitão e principal jogador do clube italiano.

Messi e Dybala podem atuar juntos pela seleção?

Para compor o setor de ataque, Sampaoli voltou a convocar Dybala e Icardi para acompanhar o craque Lionel Messi. Icardi marcou o seu primeiro gol com a camisa da seleção no empate diante da Venezuela e seguirá como o principal ‘9’ da Argentina de Sampaoli.

Enquanto que Dybala parece dúvida para iniciar a partida diante do Perú ao lado de Messi e Icardi na frente. O craque da Juventus citou que “é difícil jogar com Messi, pois ele atua na minha mesma posição em campo”.

E Dybala tem razão! Muitos não compreenderam como seria possível dizer em público que é difícil jogar com Messi (o melhor jogador do mundo?), mas ‘La Joya’ da Juventus, citou referente ao posicionamento no campo de jogo.

Pelo clube catalão, Lionel Messi atua por uma faixa de campo mais centralizada, muitas vezes, por trás de um centroavante, no caso, o Suárez. Na seleção, Sampaoli tenta fazer com que Messi atue o mais semelhante possível do seu posicionamento pelo Barça. Na Juventus, Dybala também atua por trás de um centroavante, no caso, o Higuaín. Então, está evidente que ambos atuando na seleção, “se chocam” em campo por algumas vezes.

Na partida entre os clubes, válida pela primeira rodada da UEFA Champions League, o Diario Olé da Argentina analisou o posicionamento dos dois craques e o mapa de calor após o término do confronto. O Barcelona teve mais posse de bola, cerca de 64% e Messi teve mais contato com a ‘pelota’ do que Dybala. Entretanto, é muito parecido o posicionamento dos dois no campo de jogo. Observe:

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Mapa de calor: Messi x Dybala no confronto Barcelona x Juventus (Foto: DiarioOle)

Linha de três ou quatro defensores, Messi de enganche, Dybala fora e as dúvidas para enfrentar o Perú

Pensando nisso, o técnico da Seleção Argentina, Jorge Sampaoli, deve deixar Dybala como opção para o decorrer do jogo nesta quinta-feira (05) diante do Perú. Sampaoli têm dúvidas se voltará a utilizar uma linha de três ou quatro defensores, mesmo com pouco tempo para treinar, demonstra a cada treino que busca a melhor opção tática para a Seleção Argentina.

Sampaoli tenta de todas as formas: primeiro treino com a seleção, chega com a tática e os atletas que mais lhe agradam, com o ‘3-3-3-1’ formado por Romero; Mercado, Fazio, Otamendi; Enzo Pérez, Biglia, Banega; Salvio, Messi, Di María; Icardi.

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O ‘3-3-3-1’ que Sampaoli iniciou a jornada de treinos (Foto: Autor)

Posteriormente, não contando com Icardi e Gago, que sentiram dores musculares, Sampaoli testou por três vezes uma linha com quatro defensores, mas daquela maneira que agrada bastante ao DT: podendo variar no decorrer da partida sem necessitar substituir peças. Uma das características dos times de Sampaoli.

E o momento é de Benedetto! Treinou no lugar de Icardi e se entendeu muito bem com Di María e Messi, logo que na prática marcou dois gols para os titulares. Benedetto faz gols praticamente todos os domingos na Bombonera, conhece todos os atalhos da ‘cancha’. Chegou a sua hora(?)

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Em todas as práticas exercidas posterior à sua chegada em Ezeiza, Sampaoli utilizou de Benedetto de ‘9’ e com uma linha de quatro defensores, porém com possibilidades de jogar com três zagueiros e liberar mais o Acuña pelo lado esquerdo como um ala.

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Ao que parece mesmo, é que Sampaoli vai utilizar um desenho incial com uma linha de quatro defensores, porém com bastante possibilidade de variações durante o decorrer do confronto. As dúvidas? Paredes ou Biglia e Di María pela esquerda ou pela direita?

Sampaoli, treino a treino vai provando e fazendo variações na equipe. Está utilizando bastante do que tem pra treinar. Em um período, reservas, por outro, titulares e segue buscando encaixar a Seleção Argentina para as partidas decisivas.

Com isso, muito provável ver a Argentina no 4-2-3-1 (variação 3-4-2-1) com Romero; Mercado, Mascherano, Otamendi, Acuña; Banega, Paredes; ‘Papu’ Gómez, Messi, Di María; Benedetto.

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O ‘4-2-3-1’ da possível Argentina para enfrentar o Perú (Foto: Autor)

Que pode variar bastante para uma linha de três defensores, a depender de como se desenrolar a partida…

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Argentina pode chegar a uma variação em ‘3-4-2-1’ (Foto: Autor)

Jogadores de muita qualidade, peças para reposição, Lionel Messi… Você acredita na classificação da Argentina para a Copa do Mundo de 2018?

Dupla BA-VI: A luta contra o rebaixamento com propostas de jogo semelhantes

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Bahia e Vitória, ambos com a mesma proposta de jogo, baseada nos contra-ataques, e o mesmo objetivo: fugir do rebaixamento!

Os clubes que representam o futebol baiano na Série A do Campeonato Brasileiro estão na luta pela permanência na elite. Bahia e Vitória brigam, rodada após rodada, para se afastar da “zona da degola”.

No Bahia, Preto Casagrande estreou, ainda como interino, com um empate diante da Chapecoense. O técnico do tricolor baiano tem frente à equipe oito jogos: 3 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. São 12 pontos conquistados em nove partidas disputadas sob o comando do Bahia, o aproveitamento de Preto é menor do que 45%. Um aproveitamento baixo para um time que precisa pontuar bem e se livrar da zona de rebaixamento.

O alento em favor do técnico tricolor foram as vitórias diante do São Paulo, adversário direto na luta contra o Z-4, Vasco e Grêmio, que mesmo com a cabeça voltada para a Libertadores, não deixa de ser uma das melhores equipes da competição. A derrota para o Botafogo, o empate com o Coritiba, ambos na Arena Fonte Nova, e o empate contra o lanterna Atlético-GO foram os resultados menos significativos aos objetivos do Bahia de Preto.

O retorno de peças fundamentais na equipe tricolor

Nos últimos jogos, Preto contou com o retorno de peças importantes do elenco tricolor que estavam lesionados: Allione, Edigar Júnio e Hernane. Entrando no decorrer das partidas, a volta desses jogadores, principalmente Allione e Edigar Júnio, demonstra que serão fundamentais na luta pela salvação do Bahia.

Com isso, Preto pode se espelhar naquela equipe de Guto Ferreira, que encantou os olhos dos tricolores com um quarteto de frente formado por Allione, Régis, Zé Rafael e Edigar Júnio, como falso 9, sacando Mendoza, Vinícius e Rodrigão, habituais titulares.

Desta maneira, a equipe de Preto Casagrande poderá aliar o entrosamento com às ideias do comandante técnico, com Allione e Zé Rafael pelos flancos auxiliando na marcação e oferecendo riscos aos adversários pelo setor, com Régis exercendo o papel meia-armador da equipe, o enganche.

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O ‘4-2-3-1’ de Preto sob o comando do Bahia

No Bahia dirigido por Preto atualmente, Zé Rafael e Mendoza fazem o papel dos homens de lado do campo, com Vinícius armando as jogadas ofensivas. O centroavante segue sendo Rodrigão, que mesmo apesar da sua estatura e expressão corporal, típico 9 alto, ‘troncudo’, consegue se movimentar bem no setor de ataque do Bahia.

ACOMPANHE TAMBÉM: A proposta de Preto Casagrande para o Bahia: os contra-ataques!

A drástica mudança do Vitória após o comando de Vágner Mancini

Pelo lado rubro-negro, Vágner Mancini assumiu a equipe no empate por 0 a 0 diante do Cruzeiro, no Mineirão. Sob o comando de Mancini, o Vitória conquistou 17 pontos em nove partidas: 5 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. O aproveitamento de Mancini é de 63%, uma boa média para quem quer fugir do rebaixamento.

É nítido que a chegada de Vágner Mancini ao rubro-negro baiano fez muito bem a equipe, que encontrou, por fim, uma maneira de enfrentar e ser competitivo diante dos adversários.

O mesmo que Preto tenta impor no Bahia, Vágner Mancini consegue colocar em prática no Vitória: as jogadas de contra-ataques

No Vitória, Mancini consegue fazer isso de uma maneira tão incisiva, que dos últimos 20 pontos conquistados para o rubro-negro, 16 deles foram atuando longe dos seus domínios, isso quer dizer que cerca de 80% dos pontos que Mancini conquistou com o Vitória foi fora do Barradão.

As vitórias diante do Corinthians, Flamengo, Coritiba, Atlético-MG e Botafogo decretam uma melhora significativa da equipe sob o comando de Mancini. É preciso encontrar a fórmula para vencer dentro do Barradão, que sempre foi um aliado para o Vitória, porém nesta temporada não apresenta bons números diante do seu torcedor.

Com todos a disposição, o Vitória de Vágner Mancini muitas vezes atua com uma variação tática de ‘4-2-3-1’ para um ‘3-3-3-1’, muitas vezes, na recomposição, em um ‘5-3-2’. Aos adeptos, pode perceber que Ramon, zagueiro de origem atuando como “primeiro volante”, recua até a linha de defensores, liberando um pouco mais os laterais, de preferência do DT, Caique Sá e Juninho, ambos atualmente lesionados.

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O ‘3-3-3-1’ que Vágner Mancini encontrou para a melhora do Vitória

No vídeo a seguir, pode-se notar uma jogada rápida de contra-ataque do Vitória, na partida diante do Corinthians, quando Tréllez marcou o gol da vitória rubro-negra diante do então atual líder do Campeonato Brasileiro.

David puxa rápida transição pelo flanco esquerdo, passa para Neílton, o jogador cérebro desse time do Vitória, que oferece assistência para Tréllez bater cruzado e romper o arco do goleiro Cássio.

Pode-se notar ainda, no primeiro gol do Vitória no triunfo diante do Botafogo, a equipe alvinegra, donos da casa, tentou iniciar a partida impondo pressão sobre o adversário rubro-negro, porém, em rápida jogada de contra-ataque, o Vitória de Mancini conseguiu abrir o placar, aos três minutos de jogo.

Contra-ataque com seis toques, passando a bola pelos pés de quatro atletas até o fundo das redes: Gerferson entrega para Neílton, o jogador cérebro do time, principalmente para ligar esses contra-ataques, o que fez o camisa 10 lançar para Tréllez finalizar na trave, na volta, David que também chegara com bastante velocidade pelo lado esquerdo, abriu o marcador para o leão rubro-negro.

Quando atacado, o Vitória se recompõe bem formando uma linha de cinco defensores atrás, com Ramon voltando para se infiltrar entre os zagueiros, mais à frente dessa linha de cinco, três homens, os dois que recompõem pelos lados, Iago e David, somando-se à Uillian Correia de volante, com a ideia de povoar a defesa, deixando apenas Neílton e Tréllez à frente para dar início aos rápidos contragolpes. Nessa transição, os jogadores pelos flancos também colaboram bastante para a velocidade nos contra-ataques.

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O ‘5-3-2’ defensivo do Vitória preparado para contra-atacar

Esse desenho tático do ‘5-3-2’ pode ser visto na imagem quando o Vitória foi atacado pelo Corinthians, atuando na Arena Corinthians. Naquele confronto os donos da casa tiveram bastante dificuldades para criar jogadas ofensivas.

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Com essa ideia de jogo, transições ofensivas rápidas partidas de contra-ataques e povoar a defesa, muitas vezes com cinco homens atrás e mais três “volantes” a frente desta linha, Mancini consegue arrancar alguns pontos fora de casa, fazendo com que o Vitória cresça exponencialmente na competição nacional.

E para vocês, tricolores e rubro-negros, qual seria o melhor estilo de jogo para a sua equipe seguir na Série A do Campeonato Brasileiro?

 

#FutebolBrasileiro – A ideia de Preto como técnico: Um Bahia contra-golpista!

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Por Michel Corbacho

Preto Casagrande foi efetivado como técnico do Bahia, sua proposta de jogo para o tricolor na sequência da Série A está baseada nos contragolpes.

O Bahia iniciou a temporada de 2017 com bons resultados, um futebol jogado de qualidade, apesar das poucas peças de reposição no elenco, entretanto, conquistou a Copa do Nordeste com autoridade sobre os seus principais rivais da Região, eliminando o Vitória na semifinal e conquistando o título diante do Sport. O comando do tricolor esteve sob as mãos de Guto Ferreira.

No Campeonato Brasileiro, o tricolor baiano começou bem a competição aplicando uma goleada diante do Atlético-PR por 6 a 2, o time sempre impondo velocidade e transições rápidas da defesa ao ataque. Guto Ferreira transferiu-se ao Internacional e o Bahia trouxe Jorginho, que não conseguiu dar sequencia ao bom futebol que a equipe apresentara com Guto.

Na 17ª rodada, o Bahia perdeu para o Sport, em plena Arena Fonte Nova, derrota essa que custou o cargo de técnico à Jorginho. Na partida seguinte, em viagem para Chapecó-SC, o atual técnico do tricolor, Preto Casagrande, foi comunicado que assumiria a equipe de maneira interina.

“Diego me ligou que eu estava indo para o aeroporto contra a Chapecoense como auxiliar e no avião fui informado que o Jorginho não viajaria. A partir daquele instante a minha vontade sempre foi a mesma durante esse período.”

O desejo de Preto foi atendido no final do mês passado (31), quando de interino passou a ser oficialmente o técnico do Esporte Clube Bahia. O treinador não escondeu a sua felicidade e citou que a sua proposta de jogo pode, agora, ficar ainda mais clara e definida aos jogadores.

“O que eu achava que poderia mudar com relação a essa efetivação era talvez para o grupo de atletas, pra ficar uma coisa mais clara, mais decidida e aí sim a gente encontrar um caminho que seja o ideal pra trabalhar no dia-a-dia.”

E a proposta de jogo que Preto Casagrande tenta impor ao time do Bahia está clara: Os contragolpes.

Na partida de estreia como técnico interino do clube, Preto conseguiu arrancar um empate diante da Chapecoense na sempre complicada Arena Condá. Início de trabalho, ainda não proporcionou grandes modificações de jogo e impor a sua ideia. Conseguiu vencer o São Paulo diante da sua torcida, na Fonte Nova, por 2 a 1 e do Vasco por 3 a 0, onde começou a ficar mais clara a sua proposta de contra-ataques.

Naquela partida, o Vasco até iniciou jogando melhor, com mais posse de bola, pressionando o Bahia e poderia ter aberto o placar quando Wagner finalizou uma bola que levou muito perigo ao canto esquerdo da meta do goleiro Jean.

Mas o Bahia estava apenas atraindo o adversário para os contragolpes, a segunda partida de mais desarmes efetuados pelo tricolor (19), com Renê Júnior e Edson na dupla de volantes, além de Mendoza e Zé Rafael auxiliando pelos lados do campo, tanto na marcação, como na transição rápida para o ataque, por onde conseguiu abrir o placar, ampliar e, por fim, conquistar os três pontos naquela ocasião.

Na rodada seguinte diante do Botafogo, o tricolor não teve a mesma sorte, entretanto ficou notório o planejamento tático de Preto Casagrande para a sua equipe. O Bahia tentou fazer o mesmo, atrair o adversário para contra golpear, porém, o time de Jair Ventura não cedeu tantos espaços para o tricolor baiano.

A terceira pior partida do Bahia com quantidade de passes certos trocados, apenas 224 comparado aos 330 passes certos na vitória diante do Vasco e aos 567 passes certos trocados diante do Fluminense, outra equipe carioca da competição.

A intensão de Preto Casagrande em utilizar dos contragolpes para surpreender os adversários não fica tão explícita em seu desenho tático inicial da equipe, formado por um ‘4-2-3-1’ que, por muitas vezes no decorrer da partida, passa à um ‘4-4-1-1’.

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O Bahia inicia taticamente no ‘4-2-3-1’ (Michel Corbacho)

O time comandado por Preto faz uma linha de marcação baixa, diferente da equipe quando comandada por Guto Ferreira, que com frequência fazia uma marcação alta, pressionando na saída de bola dos adversários.

Com essa marcação baixa, recua-se as linhas ofensivas, muitas vezes para atrás da linha do meio de campo, em busca da saída por velocidade nos contra-ataques com Mendoza pelo lado esquerdo, principal peça neste esquema contra-golpista de Preto, e na direita Zé Rafael, com Régis um pouco mais centralizado para criar e infiltrar essas bolas para a velocidade dos pontas. O ‘4-2-3-1’ se transforma, no decorrer dos duelos, em um ‘4-4-1-1’.

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O ‘4-4-1-1’ preparado para contra golpear (Michel Corbacho)

Com isso, a intensidade de jogo do Bahia passa a ser pelos lados do campo, tanto na direita, quanto na esquerda, o que faz Mendoza aparecer mais com a camisa do tricolor e conquistar o prestígio da torcida.

A velocidade dos pontas torna-se fundamental para o estilo de contragolpes imposto por Preto no Bahia. No duelo diante do Botafogo, o mapa de calor da equipe mandante confirma cada vez mais a busca do seu treinador por ampliar as jogadas pelos flancos.

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Mapa de calor do Bahia na partida contra o Botafogo   (Fonte: Footstats)

O que se escuta das arquibancadas, por muitas vezes, que o time de Preto é bastante defensivo, que o Bahia, inclusive sob os seus domínios, deve agredir mais aos adversários, aproveitando a qualidade técnica de alguns dos seus jogadores de frente.

Parte da torcida demonstra até insatisfação pela efetivação de Preto como técnico, não admitindo que a equipe tenha uma linha de marcação tão baixa no ‘4-4-1-1’ diante dos seus domínios.

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Representação do ‘4-4-1-1’ contra-golpista de Preto Casagrande (Michel Corbacho)

Entretanto, na verdade, Preto Casagrande segue em busca por utilizar o que conta de melhor no elenco: a velocidade para os contra-ataques. Atletas como Mendoza, Zé Rafael, Maikon Leite, Gustavo Ferrareis, além de Allione e Edigar Junio que estão se recuperando de lesão, oferecem esse estilo de jogo ao técnico tricolor por serem bastante agressivos pelas pontas e contar com a velocidade nos contragolpes.

A ideia de contragolpes é a solução que Preto busca encontrar para tentar manter o Bahia na disputa da Série A, evitando o rebaixamento. Mencionar que este estilo de jogo pode dar certo, vai depender da posição que o Bahia ficar ao término do Campeonato Brasileiro.

#SeleçãoArgentina – Ao ataque! Sampaoli prepara Argentina ofensiva para duelo contra a Venezuela

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Por Michel Corbacho

Com o retorno de Mascherano à equipe titular, Jorge Sampaoli deverá manter a linha de três zagueiros e uma Argentina ofensiva em busca da vitória diante dos venezuelanos 

A Seleção Argentina, comandada por Sampaoli, não esteve com o seu poder ofensivo em dias capaz de furar o bloqueio da retaguarda uruguaia na última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa da Rússia de 2018. Foi notório o domínio de posse dos argentinos (74% com a posse de bola), entretanto, poucas foram as oportunidades concretas de marcar.

Nesta terça-feira (05), às 20h30 (horário de Brasília), Sampaoli e seus comandados tentarão uma vitória sob os seus domínios – Monumental de Nuñez – diante da Venezuela.

Uma partida chave que os argentinos não pensam em outro resultado a não ser o de vitória, a conquista dos três pontos, que poderá fazer com que a ‘Albiceleste’ entre na zona de classificação para a Copa de 2018.

Para este confronto decisivo diante dos venezuelanos, Sampaoli contará com o retorno de Ever Banega, o volante que pode auxiliar um pouco mais a Lionel Messi na criação das jogadas ofensivas, mantendo a posse, troca de passes e qualidade nas infiltrações, o “passe entre linhas”, que faltou para a Argentina na partida contra os uruguaios.

Sampaoli tentará manter o domínio de posse no meio de campo que teve na partida anterior, onde a Seleção Argentina conseguiu trocar mais passes certos comparado às outras partidas das Eliminatórias. Contra o Uruguai, em Montevidéu, a Argentina trocou 625 passes certos, tomando conta do confronto e dominando as ações no meio de campo.

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Mapa de Calor da Argentina vs Uruguai (Fonte: Footstats)

Apesar da posse e do controle no meio, a Argentina criou poucas oportunidades de gol durante o confronto. Como os uruguaios povoaram bastante o centro, a alternativa foi atacar pelos flancos, principalmente na esquerda com Di María, que esteve pouco produtivo, criticado por muitos erros nos cruzamentos.

Para evitar a insistência nos cruzamentos e poder ter mais criação de jogo pelo centro, Sampaoli volta a escalar Banega no ‘doble 5’, e ao seu lado, Guido Pizarro, um dos poucos elogiados no duelo contra o Uruguai. O técnico da ‘Albiceleste’ ainda não contará com Gabriel Mercado, suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos, tendo Mascherano como o seu substituto, que atuará na linha de três da defesa.

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Possível formação inicial da Argentina (Fonte: Diario Olé)

Com isso, Jorge Sampaoli voltará a utilizar o seu esquema preferido, com três zagueiros ao fundo, oferecendo mais liberdade para os alas, Di María e ‘Laucha’ Acosta. No meio de campo contará com Guido Pizarro e Ever Banega, este para tentar ser o sócio do craque Lionel Messi nas transições ofensivas, e mais à frente, Paulo Dybala ao lado de Mauro Icardi, que busca o seu primeiro gol com a camisa da sua seleção.

Na visão do técnico argentino, esses homens do meio são fundamentais para a ofensividade da equipe, tanto pelo centro, quanto pelos flancos. No decorrer da partida e a depender do posicionamento dos venezuelanos, espera-se uma ‘vinho-tinto’ bastante defensiva, a equipe de Sampaoli pode apresentar variações táticas para romper a retaguarda adversária.

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Possível variação tática da Argentina durante a partida.

O ‘3-4-2-1’ pode passar a um ‘3-1-3-3’ com um triângulo de muita qualidade no meio, formado por Banega, Dybala e Messi, que terão a responsabilidade de criar as jogadas ofensivas para os ‘pontas’ Di María e Acosta, além do finalizador Icardi.

Assim, a Argentina vai em busca da vitória diante da Venezuela, o que faria aos comandados de Sampaoli chegar aos 26 pontos conquistados e poder se aproximar, cada vez mais, da classificação à Copa da Rússia de 2018.